terça-feira, 29 de abril de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Pequeno momento de clarividência ou vai daí... talvez não.
Há dias, como o de hoje aliás, que ao olhar para a minha agenda (física e mental) me sinto absorta com a quantidade de coisas e tarefas que me ocupam. Sinto-me realizada na sincronização de tarefas ao segundo, na quantidade de coisas pelas quais estou orgulhosamente responsável, pelas pessoas que vão receber tudo isto... Sinto-me, como gosto de me sentir sempre, feliz.
Depois olho mais pormenorizadamente e olho mais a fundo e vejo como no meio de tantas coisas... há um profundo vazio a pedir para ser preenchido... E como há tanto, tanto, tanto tempo ando tão profundamente insatisfeita.
Depois olho mais pormenorizadamente e olho mais a fundo e vejo como no meio de tantas coisas... há um profundo vazio a pedir para ser preenchido... E como há tanto, tanto, tanto tempo ando tão profundamente insatisfeita.
E um dia... mato o surround sound da minha vizinha de cima
E hoje deve ser o dia.
Acordo eu cedinho, para despachar milhentas coisas e emails chatinhos logo pela manhã. E tudo corre, relativamente bem, até às 9h. Até aí só a multifunções não estava a colaborar, depois começa a minha vizinha do andar de cima a ouvir de forma estridente todo um mundo de kizomba, pelo qual ah e tal não morro de amores quando estou a trabalhar.
Ai... que o dia a começar assim vai ser mais longo do que esperava.
Bom dia! Esqueci-me de desejar a todos.
Acordo eu cedinho, para despachar milhentas coisas e emails chatinhos logo pela manhã. E tudo corre, relativamente bem, até às 9h. Até aí só a multifunções não estava a colaborar, depois começa a minha vizinha do andar de cima a ouvir de forma estridente todo um mundo de kizomba, pelo qual ah e tal não morro de amores quando estou a trabalhar.
Ai... que o dia a começar assim vai ser mais longo do que esperava.
Bom dia! Esqueci-me de desejar a todos.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Ficará guardado para sempre numa folha de papel.
O problema de alguém como eu, que gosta de escrevinhar qualquer pedaço de papel, apesar de sem grande jeito bem sei. Faz com que se percam uma série de textos que depois não consigo passar para o blogue. E ontem... até foi um dia produtivo para esse efeito. O mais certo é que aqueles textos nunca mais vejam a luz do blogue.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Apertos e mais apertos
Há um aperto que não sai. Que teima e persiste em não sair... que aperta e atormenta o meu pequeno coração. E não gosto nada da situação.
domingo, 20 de abril de 2014
é o rever-me nas palavras de quem sabe
Brincava a criança
Brincava a criança
Com um carro de bois.
Sentiu-se brincado
E disse, eu sou dois !
Brincava a criança
Com um carro de bois.
Sentiu-se brincado
E disse, eu sou dois !
Há um brincar
E há outro a saber,
Um vê-me a brincar
E outro vê-me a ver.
E há outro a saber,
Um vê-me a brincar
E outro vê-me a ver.
Estou atrás de mim
Mas se volto a cabeça
Não era o que eu qu'ria
A volta só é essa...
Mas se volto a cabeça
Não era o que eu qu'ria
A volta só é essa...
O outro menino
Não tem pés nem mãos
Nem é pequenino
Não tem mãe ou irmãos.
Não tem pés nem mãos
Nem é pequenino
Não tem mãe ou irmãos.
E havia comigo
Por trás de onde eu estou,
Mas se volto a cabeça
Já não sei o que sou.
Por trás de onde eu estou,
Mas se volto a cabeça
Já não sei o que sou.
E o tal que eu cá tenho
E sente comigo,
Nem pai, nem padrinho,
Nem corpo ou amigo,
E sente comigo,
Nem pai, nem padrinho,
Nem corpo ou amigo,
Tem alma cá dentro
'Stá a ver-me sem ver,
E o carro de bois
Começa a parecer.
'Stá a ver-me sem ver,
E o carro de bois
Começa a parecer.
Fernando Pessoa
sexta-feira, 11 de abril de 2014
menina assenta o passo
Porque se sempre gostei, hoje faz mais sentido.
Menina assenta o passo
sem medo ou manha,
ou muito te passa da vida.
Tem que a ver quem faça
o que muito queira.
Caminha sem falsa fascinação.
O teu coração
ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.
Não se avista um dia
em que o ego não destrate
uma mais bela parte
escondida em ti.
Menina sê quem passa p'ra lá da ideia.
Quem muito se pensa fatiga.
Nem vais ver quem são,
seus olhos no chão,
os que andam p'ra ver-te vencida a ti.
O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
Vai chegar o dia em que o medo não faz parte
e, por muito que tarde, esse dia é teu.
Desfaz o Nó,
destrava o pé,
desmancha a traça e avança.
Chocalha o chão,
esquece os que estão,
rasga o marasmo em ti mesma.
Vê corações,
na cara que pões,
vira do avesso esse enguiço.
Desamordaça a dança pra te convencer.
O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
O teu coração ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.
--
Márcia e Samuel Úria
sem medo ou manha,
ou muito te passa da vida.
Tem que a ver quem faça
o que muito queira.
Caminha sem falsa fascinação.
O teu coração
ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.
Não se avista um dia
em que o ego não destrate
uma mais bela parte
escondida em ti.
Menina sê quem passa p'ra lá da ideia.
Quem muito se pensa fatiga.
Nem vais ver quem são,
seus olhos no chão,
os que andam p'ra ver-te vencida a ti.
O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
Vai chegar o dia em que o medo não faz parte
e, por muito que tarde, esse dia é teu.
Desfaz o Nó,
destrava o pé,
desmancha a traça e avança.
Chocalha o chão,
esquece os que estão,
rasga o marasmo em ti mesma.
Vê corações,
na cara que pões,
vira do avesso esse enguiço.
Desamordaça a dança pra te convencer.
O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
O teu coração ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.
--
Márcia e Samuel Úria
quarta-feira, 9 de abril de 2014
In-sónias
Na infância havia uma sónia na minha turma. Que era meia destrambelhada, mas com quem simpatizava pelo seu jeito simples e despachado, de quem não tem grande travão no que diz tanto por ingenuidade, como não dispor de qualquer mecanismo de controlo social... tudo lhe era permitido.
Depois esta foi-se... e chegaram as outras sónias da minha vida. Estas mais danadinhas, mais safadas, mais descaradas. Sem um pingo de vergonha e de respeito por mim. Se bem que já antes adormecer era um terror... Em miúda tinha medo de morrer... na adolescência sabia que iria morrer por privação de sono. Por acreditar que dormir era (é) uma perda de tempo, ora por ele... Ele o sono. Teimar em não aparecer.
Isto tem alturas muito especificas... Não sou de dormir muito. Num dia de completo exagero 7h de sono são a loucura. 5h ou 6h uma boa noite.
Mas as sónias voltaram a atacar e em força! desde o início desta semana estou em completa falência técnica! Se de domingo até hoje dormi 10h foi o muito... Era a sónia, com a mania que é in a não me deixar adormecer... a cabeça a latejar, os olhos a implorar por descanso... Ai é a de mim! ao fim de 2h 30 de martírio lá acabei por adormecer e passadas outras 2h30 lá acordei.
Estou em modo zombie, em modo vê se te avias cheia de paracetamol para acalmar as dores de cabeça que me impedem de pensar e tudo o resto.
Ai... que daqui a pouco é de novo noite e vai (re)começar o martírio da visita da inoportuna (in)sónia.
Depois esta foi-se... e chegaram as outras sónias da minha vida. Estas mais danadinhas, mais safadas, mais descaradas. Sem um pingo de vergonha e de respeito por mim. Se bem que já antes adormecer era um terror... Em miúda tinha medo de morrer... na adolescência sabia que iria morrer por privação de sono. Por acreditar que dormir era (é) uma perda de tempo, ora por ele... Ele o sono. Teimar em não aparecer.
Isto tem alturas muito especificas... Não sou de dormir muito. Num dia de completo exagero 7h de sono são a loucura. 5h ou 6h uma boa noite.
Mas as sónias voltaram a atacar e em força! desde o início desta semana estou em completa falência técnica! Se de domingo até hoje dormi 10h foi o muito... Era a sónia, com a mania que é in a não me deixar adormecer... a cabeça a latejar, os olhos a implorar por descanso... Ai é a de mim! ao fim de 2h 30 de martírio lá acabei por adormecer e passadas outras 2h30 lá acordei.
Estou em modo zombie, em modo vê se te avias cheia de paracetamol para acalmar as dores de cabeça que me impedem de pensar e tudo o resto.
Ai... que daqui a pouco é de novo noite e vai (re)começar o martírio da visita da inoportuna (in)sónia.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Eu sou uma romântica-bucólica[, e nem sempre gosto disso! Quase nunca gosto, verdadeiramente!]
Gosto de ver casas. De procurar casas. De imaginar quem as viveu. Das histórias e segredos que guardam. Das pessoas que lá viverão, que farão daquelas paredes suas... Dou por mim a pensa na decoração, em como ficaria giro isto e aquilo. Imagino as fotografias. Os amigos a chegar para jantar.
Imagino o conto de fadas do dia-a-dia. E como gosto de um conto de fadas com principes e princesas da vida real.
Imagino o conto de fadas do dia-a-dia. E como gosto de um conto de fadas com principes e princesas da vida real.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Até gostava que fosse mentira, mas não tive um dia de m* e foi bem verdade!
Abril chegou e as águas de facto são mil. A tempestada era tamanha que adormecer foi difícil... Acordar "quase de madrugada" um martírio. E se tudo corresse a uma ritmo calmo... era perfeito! Mas não!!!
Para lá do temporal. O trânsito. Caótico. Demorei 40 minutos a fazer menos de 10km. Um valente feito... à minha paciência e resistência, pouco passava das 8h da manhã. Feito atingido e ... carro estacionado até relativamente perto a repatição pública em causa. Chego e constato que a chuva e o vento assustaram muita gente e aquilo até está relativamente fácil (só tinha cerca de 20 pessoas à minha frente!)
Obrigadinha gente com medo da intempérie.
Entro.
Tiro senha e plim... é o meu número!
Boa!! Vai ser rápido! [pensei eu ingenuamente!]
Ah... não é aqui dra Sara. Vai ter de tirar outra senha e ser atendida num dos gabinetes. Eu até feliz com o ter "pouco" que esperar, volto à máquina, feliz e contente até ser abordada pelo segurança, que quase me fazia uma placagem para me impedir de alcançar tão precioso botão com a letra B.
"O seu documento identificativo, sff!" - tal e qual um agente de policial no cumprimento do seu dever.
Eu vou de imediato à carteira dos dicumento e saco do cartão do cidadão de forma pronta e imediata e apresento-o com cara de valente enjoada. [Admito aquela postura, impeliu o que de pior há em mim. A arrogância que vem do topo dos meus saltos altos.]
"Não pode retirar a senha." - diz ele com cara de bem te disse.
"Porque?!..." arregalei eu os olhos.
"Cartão do Cidadão caducado. Não pode tratar de nada hoje... volte mais tarde, quando tiver a situação regularizada."
Lá fui eu cabisbaixa sentar-me no meu lugarzinho e esperar que a minha irmã, a quem normalmente acontecem estes deslizes tratasse das suas questões e eu a remoer na minha estupidez e esquecimento.
Decidida a inverter a stuação e ainda tenytar tratar de tudo hoje... saio de lá e vou diretinha à loja do cidadão. Serviços de Registo e Notariado... senha C77 e vislumbro lá longe um ecrã... e dada a recente miopia que me atingiu aproximo-me e vejo o triste número 20 a piscar para mim... Não posso! 57 pessoas à minha frente, sim!!
Espero e espero e volto a esperar só mais um pouquinho e tumbas... ao fim de 3 horas aquilo começa a andar e chego lá eu. Finalmente! E o sistema?! CAPUT!!!!
45 minutos depois... e medições que não precisam ser feitas, porque afinal com saltos a menina não deve passar do 1,60m e não... e assine aqui... ah nem ficou nada mal na foto... "há pouco esteve cá uma, que valha-me Deus menina era do mais estrábico que podia haver... nunca vi ninguém assim..." E eu quero lá saber da conversa senhora... eu quero é ir embora!!
Consigo perceber que de facto a minha última foto do cartão do cidadão era muito pior! E esta até nem está nada má e atesta a minha nova realidade... de miópe.
Saio banco, e trálálá que não deve ser nada de mais. Depósitos na Caixa automática são mais rápidos e infalíveis... até hoje. Em que o depósito não é efetuado... a máquina CRASH! Pára. Bloqueia. Nem dinheirp, nem cartão, nem papelinho nem mensagem... E lá vai ela, para o balcão de atendimento com 20 pessoas à frente, um só funcionário... e 2 horas depois o sr funcionário lá me diz... talvez amanhã com sorte! Tenha o montante disponível!
Amanhã?!
Amanhã que seja um novo dia. E melhor de preferência, que sinto-me como se um camião tivesse passado por cima de mim!!
Para lá do temporal. O trânsito. Caótico. Demorei 40 minutos a fazer menos de 10km. Um valente feito... à minha paciência e resistência, pouco passava das 8h da manhã. Feito atingido e ... carro estacionado até relativamente perto a repatição pública em causa. Chego e constato que a chuva e o vento assustaram muita gente e aquilo até está relativamente fácil (só tinha cerca de 20 pessoas à minha frente!)
Obrigadinha gente com medo da intempérie.
Entro.
Tiro senha e plim... é o meu número!
Boa!! Vai ser rápido! [pensei eu ingenuamente!]
Ah... não é aqui dra Sara. Vai ter de tirar outra senha e ser atendida num dos gabinetes. Eu até feliz com o ter "pouco" que esperar, volto à máquina, feliz e contente até ser abordada pelo segurança, que quase me fazia uma placagem para me impedir de alcançar tão precioso botão com a letra B.
"O seu documento identificativo, sff!" - tal e qual um agente de policial no cumprimento do seu dever.
Eu vou de imediato à carteira dos dicumento e saco do cartão do cidadão de forma pronta e imediata e apresento-o com cara de valente enjoada. [Admito aquela postura, impeliu o que de pior há em mim. A arrogância que vem do topo dos meus saltos altos.]
"Não pode retirar a senha." - diz ele com cara de bem te disse.
"Porque?!..." arregalei eu os olhos.
"Cartão do Cidadão caducado. Não pode tratar de nada hoje... volte mais tarde, quando tiver a situação regularizada."
Lá fui eu cabisbaixa sentar-me no meu lugarzinho e esperar que a minha irmã, a quem normalmente acontecem estes deslizes tratasse das suas questões e eu a remoer na minha estupidez e esquecimento.
Decidida a inverter a stuação e ainda tenytar tratar de tudo hoje... saio de lá e vou diretinha à loja do cidadão. Serviços de Registo e Notariado... senha C77 e vislumbro lá longe um ecrã... e dada a recente miopia que me atingiu aproximo-me e vejo o triste número 20 a piscar para mim... Não posso! 57 pessoas à minha frente, sim!!
Espero e espero e volto a esperar só mais um pouquinho e tumbas... ao fim de 3 horas aquilo começa a andar e chego lá eu. Finalmente! E o sistema?! CAPUT!!!!
45 minutos depois... e medições que não precisam ser feitas, porque afinal com saltos a menina não deve passar do 1,60m e não... e assine aqui... ah nem ficou nada mal na foto... "há pouco esteve cá uma, que valha-me Deus menina era do mais estrábico que podia haver... nunca vi ninguém assim..." E eu quero lá saber da conversa senhora... eu quero é ir embora!!
Consigo perceber que de facto a minha última foto do cartão do cidadão era muito pior! E esta até nem está nada má e atesta a minha nova realidade... de miópe.
Saio banco, e trálálá que não deve ser nada de mais. Depósitos na Caixa automática são mais rápidos e infalíveis... até hoje. Em que o depósito não é efetuado... a máquina CRASH! Pára. Bloqueia. Nem dinheirp, nem cartão, nem papelinho nem mensagem... E lá vai ela, para o balcão de atendimento com 20 pessoas à frente, um só funcionário... e 2 horas depois o sr funcionário lá me diz... talvez amanhã com sorte! Tenha o montante disponível!
Amanhã?!
Amanhã que seja um novo dia. E melhor de preferência, que sinto-me como se um camião tivesse passado por cima de mim!!
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