https://www.youtube.com/watch?v=1RyWGF51vdg&feature=youtube_gdata_player
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
in a pocket
Sinto-me tão enfiada num bolso... Tão presa... Tão sem sonhos... Tão sem espaço.
Preciso de espaço! :)
Preciso de espaço! :)
domingo, 1 de dezembro de 2013
Havaianas - Oh como eu adoro as Rain Boots
Eu adoro!
E quero tanto!
E tanto!! Vou pedir ao Pai Natal um, ou dois pares!
Pode ser?! Eu portei-me bem!! ;)
E elas para lá de giras, são confortáveis e ficam bem com qualquer outfit... mesmo para levar para o escritório ( sim, porque trabalho num sítio informal e que o permite).
Quero tanto saltar nas poças de água da chuva com elas!
Para quem ainda não conhece, visite.
E quero tanto!
E tanto!! Vou pedir ao Pai Natal um, ou dois pares!
Pode ser?! Eu portei-me bem!! ;)
E elas para lá de giras, são confortáveis e ficam bem com qualquer outfit... mesmo para levar para o escritório ( sim, porque trabalho num sítio informal e que o permite).
Quero tanto saltar nas poças de água da chuva com elas!
Para quem ainda não conhece, visite.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Às amigas
Nunca fui pessoas de ter amigos no feminino. Durante muitos anos era disso que se tratavam amigos no feminino. Havia um mix no nosso tratamento... uma confusão adjacente à minha própria condição e por isso, repelia as amigas, como se de um pequeno mosquito se tratasse. Porque amigos são muito mais fáceis de manter e são e sempre o foram uns queridos para mim e deixaram-me muito mal habituada.
Mas não pensem mal de mim. Eu tenho amigas. E das boas! Das de sempre e para sempre ( porque o sempre na amizade e sempre menos tempo que nos amores da paixão).
Estes últimos dias têm servido para celebrar as minhas amigas.
A T. que está mais tempo longe que perto, mas que mesmo longe, não perde o travo de quem sempre viveu a uma rua de distância, de quem se sabe o número de telemóvel de cor porque se trocaram centenas de milhões de sms e biliões de yorn toking (e ligam-me lá qual a utilidade disso?! Agora nenhuma, mas na altura era um boom!!). Com quem se partilharam os primeiros amores e desamores... Com quem tudo se pode e tão pouco é preciso pôr em palavras... Nem os quilometros que separam Portugal da Suíça nos conseguem sossegar e arrefecer o calor da cumplicidade.
Ontem partilhamos uma quantas horas de sofrimento. Ela aventurou-se numa tatuagem giríssima e eu estive lá a vê-la sofrer e a fotografar tudo... Ai que no fim só nos abraçamos, com a certeza de que se há pessoa com quem podemos enfrentar o mundo é com aquela.
Hoje foi embora, regressou aos Alpes com o abraço que demora mais à partida do que à chegada. Nós que não somos de declarações de amizades inabaláveis, nem quando as hormonas aos saltos da adolescência o permitiam, despedimo-nos com um muito e sempre verdadeiro " Há coisas que não mudam e é bom ter-te aqui!". Este aqui já não é a rua de distancia, nem a cidade em que nascemos, este aqui é este lugar que encerra em si este misto de perto e longe, a que chamamos coração.
Hoje a CC, sobre quem já escrevi centenas de vezes, faz anos. Fazer anos para ela é o equivalente a uma ano novo, é o (re)inaugurar da esperança, do ânimo e da vida (acrescento eu). Este tem sido um período de exigência e de persistência; de arriscar; de ser força em cada célula do organismo.
A CC sabe o quanto somos diferentes e o quanto a admiro. O quanto nos achávamos perfeitamente incompatíveis e o quanto crescemos ao tolerar e apoiar as diferenças de quem está ao nosso lado. E sim, hoje estamos lado a lado, mas há dias em que ela vai à frente e eu atrás; outros em que trocamos lugares, mas sempre seguras de que posso tropeçar ou desequilibrar, porque no chão nunca irei estar.
Os 25 anos são o desafio, sinto-os e tenho vivido como tal. Por isso, como hoje o mundo roda só para ti, eu só quero que percebas que independentemente de tudo e para lá de tudo o que nos separa, há algo que nunca nenhuma de nós conseguiu perceber... o que nos une é muito mais forte e mesmo que não compreendamos a razão, sabemos que existe. E isso chega! Parabéns chata!!!!
E eu que sempre me achei uma pessoa interdita a girls friends, percebo a grande mais valia de as ter. :)
Mas não pensem mal de mim. Eu tenho amigas. E das boas! Das de sempre e para sempre ( porque o sempre na amizade e sempre menos tempo que nos amores da paixão).
Estes últimos dias têm servido para celebrar as minhas amigas.
A T. que está mais tempo longe que perto, mas que mesmo longe, não perde o travo de quem sempre viveu a uma rua de distância, de quem se sabe o número de telemóvel de cor porque se trocaram centenas de milhões de sms e biliões de yorn toking (e ligam-me lá qual a utilidade disso?! Agora nenhuma, mas na altura era um boom!!). Com quem se partilharam os primeiros amores e desamores... Com quem tudo se pode e tão pouco é preciso pôr em palavras... Nem os quilometros que separam Portugal da Suíça nos conseguem sossegar e arrefecer o calor da cumplicidade.
Ontem partilhamos uma quantas horas de sofrimento. Ela aventurou-se numa tatuagem giríssima e eu estive lá a vê-la sofrer e a fotografar tudo... Ai que no fim só nos abraçamos, com a certeza de que se há pessoa com quem podemos enfrentar o mundo é com aquela.
Hoje foi embora, regressou aos Alpes com o abraço que demora mais à partida do que à chegada. Nós que não somos de declarações de amizades inabaláveis, nem quando as hormonas aos saltos da adolescência o permitiam, despedimo-nos com um muito e sempre verdadeiro " Há coisas que não mudam e é bom ter-te aqui!". Este aqui já não é a rua de distancia, nem a cidade em que nascemos, este aqui é este lugar que encerra em si este misto de perto e longe, a que chamamos coração.
Hoje a CC, sobre quem já escrevi centenas de vezes, faz anos. Fazer anos para ela é o equivalente a uma ano novo, é o (re)inaugurar da esperança, do ânimo e da vida (acrescento eu). Este tem sido um período de exigência e de persistência; de arriscar; de ser força em cada célula do organismo.
A CC sabe o quanto somos diferentes e o quanto a admiro. O quanto nos achávamos perfeitamente incompatíveis e o quanto crescemos ao tolerar e apoiar as diferenças de quem está ao nosso lado. E sim, hoje estamos lado a lado, mas há dias em que ela vai à frente e eu atrás; outros em que trocamos lugares, mas sempre seguras de que posso tropeçar ou desequilibrar, porque no chão nunca irei estar.
Os 25 anos são o desafio, sinto-os e tenho vivido como tal. Por isso, como hoje o mundo roda só para ti, eu só quero que percebas que independentemente de tudo e para lá de tudo o que nos separa, há algo que nunca nenhuma de nós conseguiu perceber... o que nos une é muito mais forte e mesmo que não compreendamos a razão, sabemos que existe. E isso chega! Parabéns chata!!!!
E eu que sempre me achei uma pessoa interdita a girls friends, percebo a grande mais valia de as ter. :)
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Na minha cabeça, isto até fazia sentido... depois escrevi e já não fez tanto
Às vezes gostava, mesmo muito de saber o que se segue na minha vida.
Uma espécie de adivinhação... Mas depois perdiasse o entusiasmo da descoberta, da viagem...
[Mas que gostava, lá isso gostava!]
Uma espécie de adivinhação... Mas depois perdiasse o entusiasmo da descoberta, da viagem...
[Mas que gostava, lá isso gostava!]
sábado, 2 de novembro de 2013
às mulheres de fibra da minha vida
Cresci rodeada de mulheres fortes.
Não compreendi muitas vezes, o que isso implicava... E isso implicava achar, não raras vezes, que não gostavam de mim, que não me percebiam, que não queriam saber de mim... Enfim, sempre fui demasiado melodramática! Sempre e desde tenra idade!
Mas sempre as admirei... E admiro, com os limites que o coração e o orgulho desconhecem. Sonhei ser como elas. Fazer das tripas coração, como dizem por aí, ser capaz de secar as lágrimas que escorrem pelo rosto e envestir de força e coragem e levar o mundo à frente, num ápice...
Hoje, já consigo dissimular as lágrimas que estão sempre à espreita... E levar apenas meio mundo à frente. Sinto-me forte porque as mulheres da minha vida me ensinaram na sê-lo, aprendi-o diariamente ao vê-las. Tenho um orgulho desmesurado nelas.
E escrevo-o hoje, por quê? Porque percebo que mulheres de fibra chamam outras mulheres de fibra e a minha CC está a descobrir-se mais de fibra do que jamais imaginou... Ela já leva o mundo nos olhos, mas agora descobre a força já menos trôpega de menina e descobre a força que parte do coração e o faz bater, mais forte e com um compasso diferenciado... Com o ritmo de muitos outros, num só coração.
Não compreendi muitas vezes, o que isso implicava... E isso implicava achar, não raras vezes, que não gostavam de mim, que não me percebiam, que não queriam saber de mim... Enfim, sempre fui demasiado melodramática! Sempre e desde tenra idade!
Mas sempre as admirei... E admiro, com os limites que o coração e o orgulho desconhecem. Sonhei ser como elas. Fazer das tripas coração, como dizem por aí, ser capaz de secar as lágrimas que escorrem pelo rosto e envestir de força e coragem e levar o mundo à frente, num ápice...
Hoje, já consigo dissimular as lágrimas que estão sempre à espreita... E levar apenas meio mundo à frente. Sinto-me forte porque as mulheres da minha vida me ensinaram na sê-lo, aprendi-o diariamente ao vê-las. Tenho um orgulho desmesurado nelas.
E escrevo-o hoje, por quê? Porque percebo que mulheres de fibra chamam outras mulheres de fibra e a minha CC está a descobrir-se mais de fibra do que jamais imaginou... Ela já leva o mundo nos olhos, mas agora descobre a força já menos trôpega de menina e descobre a força que parte do coração e o faz bater, mais forte e com um compasso diferenciado... Com o ritmo de muitos outros, num só coração.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
A liberdade laboral dá nisto: Plano estratégico em espera, actualização do Secret Story em curso
Depois da reunião de segunda-feira, já muito tempo passou. A isenção de horários e a disponibilidade para trabalhar a partir de casa, e bastar abrir o computador para que o escritório esteja já ali à mão, fazem com que o mundo informático perca toda a piada.
Evito a todo o custo abrir um ambiente de trabalho, fazer um login, ou abrir o email profissional... Mas hoje e com o deadline a aproximar-se resolvi sair de casa para trabalhar. O cafézinho cá do bairro ( expressão alfacinha, mas de que gosto tanto, tanto. O que eu gosto de expressões.) pareceu-me o sítio ideal para isso, perto e longe o suficiente para estar concentrada nas minhas tarefas. Estou cá há pouco mais de meia hora, e ainda nada de útil fiz, para lá de actualizar o blogue, isto porque as senhoras da mesa ao lado, estão a falar sobre todos os triângulos amorosos que o Secret Story fornece. Elas comentam, vivem, sabem quem são os pais, os avós, os primos, fazem um cruzamento de informações invejável, com fontes na imprensa especializada, nos directos e no canal exclusivo. Falam da Sofia, do Bruno e do Thierri, da Érica e da Débora, como se fossem os miúdos que brincavam ali na praceta em frente desde meninos. Falam como se eles fossem dos seus... e podiam ser, é facto. O que me intriga é não ter reparado no momento em que as telenovelas da Globo deixaram de satisfazer as necessidades de um conjunto de senhoras de sessenta e alguns anos.
E nesta confusão o plano estratégico para a reunião da próxima semana continua em espera e estou com uma súbita vontade de ver o que tenho andado a perder por não acompanhar o Secret Story.
Evito a todo o custo abrir um ambiente de trabalho, fazer um login, ou abrir o email profissional... Mas hoje e com o deadline a aproximar-se resolvi sair de casa para trabalhar. O cafézinho cá do bairro ( expressão alfacinha, mas de que gosto tanto, tanto. O que eu gosto de expressões.) pareceu-me o sítio ideal para isso, perto e longe o suficiente para estar concentrada nas minhas tarefas. Estou cá há pouco mais de meia hora, e ainda nada de útil fiz, para lá de actualizar o blogue, isto porque as senhoras da mesa ao lado, estão a falar sobre todos os triângulos amorosos que o Secret Story fornece. Elas comentam, vivem, sabem quem são os pais, os avós, os primos, fazem um cruzamento de informações invejável, com fontes na imprensa especializada, nos directos e no canal exclusivo. Falam da Sofia, do Bruno e do Thierri, da Érica e da Débora, como se fossem os miúdos que brincavam ali na praceta em frente desde meninos. Falam como se eles fossem dos seus... e podiam ser, é facto. O que me intriga é não ter reparado no momento em que as telenovelas da Globo deixaram de satisfazer as necessidades de um conjunto de senhoras de sessenta e alguns anos.
E nesta confusão o plano estratégico para a reunião da próxima semana continua em espera e estou com uma súbita vontade de ver o que tenho andado a perder por não acompanhar o Secret Story.
music box
Porque hoje disseram-me que estava a tornar-me uma optimista... e lembrei-me desta música.
Sim, começo a tornar-me uma pequena optimista. E gosto.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Sou [ tivesse eu este dom, e estas palavras poderiam ser minhas]
Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.
Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Estou furiosa
Sim, é fúria.
Fiz de conta. Adormeci a fazer de conta. Tentei fazer o mais de conta possível.
Mas isto é de mais para mim. É de mais.
É o não reconhecer, quem sempre se conheceu. É o procurar e não ver quem se viu.
Fiz de conta. Adormeci a fazer de conta. Tentei fazer o mais de conta possível.
Mas isto é de mais para mim. É de mais.
É o não reconhecer, quem sempre se conheceu. É o procurar e não ver quem se viu.
sábado, 12 de outubro de 2013
Dos dias
Em que ler poesia pela manhã é um presente. Em que o café, depois do almoço, é acompanhado pela conversa. Os dias em que mesmo assim, com tanta coisa boa, as coisas insistem em não ser como planeado...
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Friends like this
Almoço com a minha CC do coração, vale tudo. Nem a chuva nos pára. Nem o frio. Nem o risco de hipotermia nos acalma :-)
Estamos para já bem, depois mesmo que venha a gripe, temos o coração quentinho de palavras...
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Sou uma pessoa de fanicos e coisas do género mais do que gosto de admitir
Não sou uma pessoa demasiado protectora, ou se sou sei disfarçar. Mas quando uma das minhas pessoas se fere, se magoa... Eu sinto a dor, e entro em fanicos. Sim, fanicos. Posso fazer alguma coisa, normalmente muito pouco. Ou já tudo se passou, ou ainda posso chegar a tempo de pôr um penso rápido e resolver a situação. Mas que fico com os nervos em frangalhos, lá isso fico.
Não me tira capacidade de resposta, mas tira-me a tranquilidade. Fico com todo um mundo de borboletas a voar ao mesmo tempo dentro da minha barriga.
Fico preocupada. Fico eu. Cada vez mais acho que cada pessoa nasce com um dom.. E o meu é este cuidar e preocupar-me dos meus, que acabam por ser quase todos. Sou uma pessoa em fanicos. Que sorte mais malfadada esta.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
As palavras dos outros são melhores que as minhas
Direito à tristeza
Por diversas razões, há momentos da nossa vida em que, apesar de tudo o que foi dito, apesar de sabermos viver um dia de cada vez, apesar de sabermos não sofrer por antecipação, apesar de sabermos sentir gratidão e valorizar o que temos, apesar de confiarmos que o melhor acontece no melhor momento, apesar de nos sentirmos «donos» de uma fé serena e sólida, apesar de... , não conseguimos evitar a tristeza. E é por isso que temos de saber que, quando, por defesa, nos recusamos a identificá-la e a aceitá-la, estamos a cometer um atentado contra nós próprios.
Não temos, naturalmente, de rentabilizar o sofrimento como forma de apelo à proteção. O que importa é que o olhemos como algo de que queremos libertar-nos, mas que só o conseguiremos (às vezes temos de pedir ajuda) enfrentando-o, não fugindo dele, não o negando, não apressando o seu desaparecimento, só porque os outros acham que já deveríamos ter superado isto ou aquilo. Temos de, quando é caso disso, nos dar o direito de chorar, de falar do que nos faz sofrer, de recordar o que ainda nos dói, de nos abandonarmos num «espaço emocional» em que podemos ser o que, naquele momento, somos, sentir o que, naquele momento, sentimos, e dizer tudo isso com a intensidade que achamos justa e libertadora.
Para deixarmos de estar tristes, precisamos de nos libertar da tristeza sem a negarmos e sem fazermos dela aquilo que temos de esconder só porque os outros entendem que já deveríamos estar melhor. Estar triste não é bom, mas é um direito pelo qual temos de lutar quando for caso disso. Se o não fizermos, este estar transitório transformar-se-á num ficar, esse, sim, com um caráter muito mais permanente.
Margarida Cordo in Momentos de Reflexão ed. Paulinas
terça-feira, 1 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Aos almoços assim
Andamos e adiamos mais do que deveríamos os almoços, fazem-nos tão bem! São tão parte de nós... Dizem tanto de nós! Ajudaste-me a limpar a mente! Obrigada sôtora advogada, socióloga! :-)
És tão parte da minha vida! Obrigada!
domingo, 29 de setembro de 2013
shiuu...
Alguma vez me ouviram dizer que era for que se cheirasse... Pois, nunca!
Se nunca me recomendei até aqui então, agora. Eu em boazinha, não sou tão boa, como sendo má.
Se nunca me recomendei até aqui então, agora. Eu em boazinha, não sou tão boa, como sendo má.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
dos dias que vão e vêm... da minha vida
Há dias que não me reconheço.
Consegui um estágio, ainda que não remunerado, num sítio giro, despretensioso, boa onda... numa área que adoro e que me apaixona. Sim, essa sou eu. Feliz e contente por andar atarefada, feliz e contente por ter mais coisas a fazer que horas para o dia... Feliz e contente, porque estou bem profissionalmente.
E já que a Pocket profissional está bem, esconde o profundo desalinho da Pocket pessoa. [Posso parecer algo esquizofrénica, mas não consigo evitar! So sorry!!]
A Pocket pessoa está em turbulência. Está insatisfeita, infeliz, inglória, irritadíça.
Estou que nem eu me aguento. Estou mergulhada num embrenhado de cinzas, num misto de penumbra e nevoeiro cerrado. Estou fechada dentro de portas. Estou indisposta a sair... Estou irrepreensivelmente encerrada na minha amargura, tristeza e solidão. Estou mais sozinha que nunca. Sinto-me mais afastada tanto do Sol como da Lua, sinto-me o parente pobre do sistema solar, tal qual Plutão que deixou de ser planeta e passou a planeta anão.
Consegui um estágio, ainda que não remunerado, num sítio giro, despretensioso, boa onda... numa área que adoro e que me apaixona. Sim, essa sou eu. Feliz e contente por andar atarefada, feliz e contente por ter mais coisas a fazer que horas para o dia... Feliz e contente, porque estou bem profissionalmente.
E já que a Pocket profissional está bem, esconde o profundo desalinho da Pocket pessoa. [Posso parecer algo esquizofrénica, mas não consigo evitar! So sorry!!]
A Pocket pessoa está em turbulência. Está insatisfeita, infeliz, inglória, irritadíça.
Estou que nem eu me aguento. Estou mergulhada num embrenhado de cinzas, num misto de penumbra e nevoeiro cerrado. Estou fechada dentro de portas. Estou indisposta a sair... Estou irrepreensivelmente encerrada na minha amargura, tristeza e solidão. Estou mais sozinha que nunca. Sinto-me mais afastada tanto do Sol como da Lua, sinto-me o parente pobre do sistema solar, tal qual Plutão que deixou de ser planeta e passou a planeta anão.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
De mim para ti
Eu nunca sei, por onde, começar estas coisas, meto-me nelas e depois logo se vê!
E assim, começo a enumerar uma das coisas que me deste. a destreza de arriscar e não querer saber bem, onde vou parar. Disse-te vezes sem conta que és o meu lado irreverente, que me deste a leveza e irreverência que nunca tive. Ensinaste-me a relaxar, a descontrair... a respirar, a ser mais eu sem problema algum.
Vi-te sempre forte.
Vi-te sensível e em dificuldades, mas nem por isso frágil e quebrável. Tu tens a tenacidade dos guerreiros! Tens a força dos que nasceram para vencer!
Sabes o que queres, com a certeza dos mais destemidos. Ainda que tremas, não vacilas! És como as árvores, por mais que o vento te vergue não te vai quebrar!
É assim que és, por mais medos, inseguranças e contratempos, nada se vai meter entre ti e o teu caminho! Tu és mais persistente, que eles!
Segue o teu sonho. Segue o teu caminho. Estou aqui para ser o teu apoio na subida, e a tua almofada para descansar... Estou aqui para ti!
E assim, começo a enumerar uma das coisas que me deste. a destreza de arriscar e não querer saber bem, onde vou parar. Disse-te vezes sem conta que és o meu lado irreverente, que me deste a leveza e irreverência que nunca tive. Ensinaste-me a relaxar, a descontrair... a respirar, a ser mais eu sem problema algum.
Vi-te sempre forte.
Vi-te sensível e em dificuldades, mas nem por isso frágil e quebrável. Tu tens a tenacidade dos guerreiros! Tens a força dos que nasceram para vencer!
Sabes o que queres, com a certeza dos mais destemidos. Ainda que tremas, não vacilas! És como as árvores, por mais que o vento te vergue não te vai quebrar!
É assim que és, por mais medos, inseguranças e contratempos, nada se vai meter entre ti e o teu caminho! Tu és mais persistente, que eles!
Segue o teu sonho. Segue o teu caminho. Estou aqui para ser o teu apoio na subida, e a tua almofada para descansar... Estou aqui para ti!
sábado, 21 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
felicidade e coisas assim assim
Podia ser fácil ser feliz... Podia de facto podia! Mas que não lhe variamos o devido valor...
Cada vez mais estou consciente disso e percebo-o e acima de tudo aceito-o, ecompreendo-o. Nem sempre é assim... Compreensivel à primeira! Mas hoje percebo-o!
Cada vez mais estou consciente disso e percebo-o e acima de tudo aceito-o, ecompreendo-o. Nem sempre é assim... Compreensivel à primeira! Mas hoje percebo-o!
domingo, 15 de setembro de 2013
I Like!
Amigos. Pic-nic. Sol. Sagres Radler. Pés descalços na relva.
Boa companhia. Música sem parar.
Um dia a recordar.
Boa companhia. Música sem parar.
Um dia a recordar.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Lissofobia
Ao ler um artigo do CM, jornal pelo qual não nutro especial afecto, [para o caso de estarem a perguntar se eu crio afecto aos jornais, sim. Eu sou uma pessoa de sentimento à flor da pele, principalmente, por coisas tão efémeras quanto um jornal.], sobre as fobias mais estranhas percebo, que de facto, a ter alguma daquelas seria mesmo este medo incontrolável, de que vou ficar louca.
Bem... eu já sou, só tenho pena de perder o controlo sobre a minha loucura.
Momento da noite: engenhês
Estar a ler (em jeito de correcção) a dissertação de mestrado de um amigo na área da Engenharia e perceber que o engenhês deveria ser elevado a língua, porque português aquilo não é.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Se há lema de vida, este é um dos meus!
"formar homens e mulheres que se colocam ao serviço dos outros para transformar a sociedade num espaço de igualdade e de justiça"
Sto Inácio de Loyola
domingo, 8 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
Overthinking
Isto do FB agora querer saber como me sinto, perturba-me. Faz-me pensar de mais, ou serei eu que tenho uma propensão enorme para pensar de mais e um mera alteração no modo de funcionamento de uma rede social, faz-me entrar num lopping de ideias, pensamento, sentimentos, menos próprios... Que me fazem perder o controlo sobre as minhas emoções, os meus sentimentos.
Há dias em que até para mim é difícil estar na minha pele...
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
C'amigos
Com a idade vamos percebendo que cada vez mais é mais complicado. Sim, é de facto complicado. E não, não sou uma velhinha. Mas sinto que não "inauguro a palavra amigo" como diz o poeta, com a mesma rapidez com que o fazia até aqui.
Por isso, e porque sou verdadeiramente devota dos meus, cada vez os prezo mais. Mas sem cuidados ou preocupações desmedidas, porque somos amigos à prova de bala. Nascemos, crescemos e aprendemos a ser quem somos, juntos. Não nos tornando, contudo, a seres amorfos e como tal discutimos muitas vezes. Há uns dias tive uma dessas discussões feias. Falei, ele respondeu. Exageramos nos argumentos trocados, que apesar de verdadeiros, magoaram ouvir. Pedi desculpa pela forma menos correcta como falei e partimos. Cada um para sua casa, cada um para a sua vida. Trocamos palavras de cortesia nesses dias e ficamos por ali.
Encontramo-nos, e eu pensei que o ambiente podia ter ficado algo pesado por tudo, apesar de para mim tudo estar solucionadologo ali. Mas não. Tudo como sempre. Regressamos juntos a casa partilhando a vida como só nós sabemos, nos passos de um caminho que é só nosso.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Shiu... É segredo!
No fundo, no fundo, e por mais que negue.
Isto dói-me só de pensar, quanto mais de escrever... Por mias que negue, eu:
Acredito em contos de fadas e em "happy endings"!
Pronto admiti!
Agora não me discriminem por isso, se faz favor!
Isto dói-me só de pensar, quanto mais de escrever... Por mias que negue, eu:
Acredito em contos de fadas e em "happy endings"!
Pronto admiti!
Agora não me discriminem por isso, se faz favor!
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Os (malditos) insectos e eu
Podíamos ter uma relação saudável. Eu aqui e eles lá, mas nunca me foi possível. Quando era pequena era certo e sabido que uma picada de insecto levar-me-ia a um anti-histaminico qualquer e a carradas de fenistil por vários dias.
Dessas manhãs, tardes e noites de verão restam-me várias marcas pequenas espalhadas pelo corpo. Pensava eu ( tão crédula que sou, ó meu Deus!) que isto ficava melhor com a idade. Mas não. Aos 25 anos sou a prova viva de que isto não perdoa, nem se torna mais simples. São picadas às dezenas espalhadas pelo corpo, cada uma mais empolada que a outra e com mais comichão que a anterior.
Vendo isto pelo lado positivo, este podia ser um momento sem igual de indecisão para qualquer mulher. Para mim, não. Sei sempre qual a melhor saia ou vestido a usar em cada ocasião. Nenhum, é muito mais simples, dadas as quantidades infindáveis de picadas nas pernas...
Haja paciência para este meu martírio de Verão.
Dessas manhãs, tardes e noites de verão restam-me várias marcas pequenas espalhadas pelo corpo. Pensava eu ( tão crédula que sou, ó meu Deus!) que isto ficava melhor com a idade. Mas não. Aos 25 anos sou a prova viva de que isto não perdoa, nem se torna mais simples. São picadas às dezenas espalhadas pelo corpo, cada uma mais empolada que a outra e com mais comichão que a anterior.
Vendo isto pelo lado positivo, este podia ser um momento sem igual de indecisão para qualquer mulher. Para mim, não. Sei sempre qual a melhor saia ou vestido a usar em cada ocasião. Nenhum, é muito mais simples, dadas as quantidades infindáveis de picadas nas pernas...
Haja paciência para este meu martírio de Verão.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
SPS 2013
Podia ter sido um campo de férias, como outro qualquer.
Podia não ter corrido bem, ou só ter corrido bem.
Mas foi óptimo, e é óptimo saber que estes miúdos estão cá para tudo.
Sou tão feliz por ter estas oportunidades, por ter estas pessoas na minha vida e serem exemplo para mim.
[Esta podia perfeitamente ser uma das mil e muitas fotos tiradas]
Podia não ter corrido bem, ou só ter corrido bem.
Mas foi óptimo, e é óptimo saber que estes miúdos estão cá para tudo.
Sou tão feliz por ter estas oportunidades, por ter estas pessoas na minha vida e serem exemplo para mim.
[Esta podia perfeitamente ser uma das mil e muitas fotos tiradas]
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Percebes que estás mais envolvida do que pensas...
Quando passas mais horas em frente à televisão, para ver uma bandeira agitar nos céus do Rio de Janeiro, e ficar com o coração a palpitar!
sábado, 20 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
It's my B'day!
Sou feliz, mesmo sem me dar conta. Sou feliz pelas pessoas que me rodeiam e que me adoram e eu adoro. Sou feliz com os que comigo trabalham e que me ensinam todos os dias. Sou feliz com a minha família, que me acolhe a cada momento.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Sensibilidade a mais faz mal
Estou sensível. Mais do que nunca.
Irrita-me ficar e sentir-me assim.
Guardo os comentários, revejo as atitudes, sinto os olhares.
Isto não é estranho em mim, há alturas em que consigo ter mais que um sentir, há todo um ressentir. E eu não quero de todo ressentir, não quero. Quero ser melhor e mais indiferente... quero ser mais crescida e madura. Mas não está fácil. Sinto-me presa num não querer sentir, mas que dói e remói tudo o que se passa... Estou extra sensível como diz a minha mãe, e não é nada simples, porque acabo por estar "cinzentona" e não querer dar a entender e transparecer... e não querer falar e acabar por dizer o que não quero e por magoar, quem menos queria... e com isto regressa a espiral de sensibilidade e...
[Faltam-me as palavras]
Irrita-me ficar e sentir-me assim.
Guardo os comentários, revejo as atitudes, sinto os olhares.
Isto não é estranho em mim, há alturas em que consigo ter mais que um sentir, há todo um ressentir. E eu não quero de todo ressentir, não quero. Quero ser melhor e mais indiferente... quero ser mais crescida e madura. Mas não está fácil. Sinto-me presa num não querer sentir, mas que dói e remói tudo o que se passa... Estou extra sensível como diz a minha mãe, e não é nada simples, porque acabo por estar "cinzentona" e não querer dar a entender e transparecer... e não querer falar e acabar por dizer o que não quero e por magoar, quem menos queria... e com isto regressa a espiral de sensibilidade e...
[Faltam-me as palavras]
sábado, 29 de junho de 2013
3 em 5?!
Nada mau... pensarão.
Mas de facto estou um nadinha desconfortável.
Estou há 3 fins de semana, sem saber o que é isso. Sim eu sou uma menina bem comportada e com uma vida social tendencialmnte activa. Contudo, este mês roçou o exagero. É o terceiro fim-de-semana que não estou em casa e é cada um mais perto que o outro... Lisboa, Braga, amanhã Ansião e domingo Coimbra. Não me gabem a sorte se faz favor! Se os outros até se portaram de maneira conforme, mediando entre o trabalho e a ramboiada, este será pesado. Há um grupo de 50 adolescentes entre os 13 e os 16 pra mediar, com muitas hormonas à mistura, para lá do sol e do calor e das curvas e contra-curvas para lá chegar.
Venha a mim a santa da paciência! Wish me luck!!
Mas de facto estou um nadinha desconfortável.
Estou há 3 fins de semana, sem saber o que é isso. Sim eu sou uma menina bem comportada e com uma vida social tendencialmnte activa. Contudo, este mês roçou o exagero. É o terceiro fim-de-semana que não estou em casa e é cada um mais perto que o outro... Lisboa, Braga, amanhã Ansião e domingo Coimbra. Não me gabem a sorte se faz favor! Se os outros até se portaram de maneira conforme, mediando entre o trabalho e a ramboiada, este será pesado. Há um grupo de 50 adolescentes entre os 13 e os 16 pra mediar, com muitas hormonas à mistura, para lá do sol e do calor e das curvas e contra-curvas para lá chegar.
Venha a mim a santa da paciência! Wish me luck!!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Ai... que estou em ânsias
Ai que isto às vezes... de nos atirarmos, sm ver onde colocar os pés... é tão, mas tão. tão perigoso. E depois tão, mas tão, tão saboroso!
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Sim ou não?!
É difícil sentir os pés a levantar do chão.
O coração a palpitar.
E o cérebro a chamar a razão para tudo questionar. Eu agradeço-lhe (muito) por pôr a casa em ordem!
O coração a palpitar.
E o cérebro a chamar a razão para tudo questionar. Eu agradeço-lhe (muito) por pôr a casa em ordem!
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Today is a silly day! Why?!
Está a chover ininterruptamente desde a meia-noite. Todo o dia parece noite. E para quem esteve como eu, com uma enorme insónia toda a noite, o dia parece só o prolongamento da mesma. Para além disso, estou deprimida e não nem um dia de sol me traria motivação para sair daqui hoje. Apenas, estou capaz de ver a vida a passar.
Demasiado cinzento hoje, ah?!
Sim. Talvez. A minha vida anda demasiado cinzenta por estes dias. E ando incapaz de a contrariar... Só hoje. Hoje fico a ver o rosa só pelas imagens. Amanhã... Amanhã volto a pintar de cor-de-rosa a minha vida!
Ready, Set, Go
As insónias atacaram. Não são novidade, mas não deixam de ser um grande constrangimento.
Até porque já esgotei os filmes e séries em atraso e que tinha gravados na box. Já chorei com uma série trágica. E nem sinal de o sono aparecer... Isto promete! Amanhã, corrigindo hoje, não haverá despertador que funcione...
Até porque já esgotei os filmes e séries em atraso e que tinha gravados na box. Já chorei com uma série trágica. E nem sinal de o sono aparecer... Isto promete! Amanhã, corrigindo hoje, não haverá despertador que funcione...
Fresh START
Não é o primeiro blog que começo.
Não é o primeiro, nem o segundo que este abro e fecho "quase" no mesmo instante.
Sinto-me a trair, o meu primeiro amor, o até aqui, exclusivo no meu coração. Mas de facto, existem necessidades e motivações diferentes para cada uma das fases da vida e eu estou à procura de uma nova rota, de um novo espaço para continuar a escrever a minha estória.
E ela é de facto, em Tons de Cinzento e Rosa.
Bem-vindos à minha nova e humilde morada.
Sintam-se em casa!
Não é o primeiro, nem o segundo que este abro e fecho "quase" no mesmo instante.
Sinto-me a trair, o meu primeiro amor, o até aqui, exclusivo no meu coração. Mas de facto, existem necessidades e motivações diferentes para cada uma das fases da vida e eu estou à procura de uma nova rota, de um novo espaço para continuar a escrever a minha estória.
E ela é de facto, em Tons de Cinzento e Rosa.
Bem-vindos à minha nova e humilde morada.
Sintam-se em casa!
terça-feira, 28 de maio de 2013
E agora dizem-me que o Verão não quer aparecer
Logo no Verão em que as férias com os amigos estão marcadas para a rua paralela ao mar e o campo de férias... com acampamento, será melhor alterar as condições enquanto é possível. Talvez acrescentar aos fatos de banho e toalhas de praia, um cobertor ou uma manta polar.
OmG...
OmG...
segunda-feira, 27 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Projecto TRND - Elvive Liso Keratina
Começou já há algum tempo. Mas hoje depois de ter experiementado o produto de facto fiquei convencida!
Hoje é dia de partilhar com as meninas, as amostras e os vales de desconto.
[Apesar, da minha falta de experiência e reticências nestas coisas parece que de facto... estou rendida!]
A quem quiser juntar-se à comunidade trnd pode fazê-lo através daqui.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Porque todos falam... por que não falar, também?!
Estou mesmo feliz, por hoje ter sido aprovada a lei da co-adopção por casais homossexuais. Haja alguma coisa positiva, por estes dias, neste país.
Só me enervam, um bocadinho, estes discursos pseudo-moralistas recheados de incongruências... mas vamos focar-nos no que realmente importa e não nas mesquenhices do costume.
Só me enervam, um bocadinho, estes discursos pseudo-moralistas recheados de incongruências... mas vamos focar-nos no que realmente importa e não nas mesquenhices do costume.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Porque eu tenho um coração
E ele até dói com o dó que tenho dos benfiquistas, neste momento. Ò pah... pobrezinhos deles!
Coisas que por estes dias me têm deixado feliz
Um caderninho e uma caneta e os meus dias têm sido uma maravilha.
Tenho escrito, muito, mais que muito e todos os dias. Já não me lembrava de o fazer há muito, muito tempo. Tem sido um escape, uma terapia, um amigo, um ponto de equilíbrio.
Sim. escrever conegue ser isso e muito mais para mim.
Dá-me ar e estrutura.
É verdadeiramente fundamental.
Tenho é e arranjar um caderninho xpto que já terminei com os que andavam aqui perdidos por casa.
Agora vou ali mergulhar a cabeça na almofada para ver se consigo desaparecer com esta dor de cabeça que me anda a chatear.
Tenho escrito, muito, mais que muito e todos os dias. Já não me lembrava de o fazer há muito, muito tempo. Tem sido um escape, uma terapia, um amigo, um ponto de equilíbrio.
Sim. escrever conegue ser isso e muito mais para mim.
Dá-me ar e estrutura.
É verdadeiramente fundamental.
Tenho é e arranjar um caderninho xpto que já terminei com os que andavam aqui perdidos por casa.
Agora vou ali mergulhar a cabeça na almofada para ver se consigo desaparecer com esta dor de cabeça que me anda a chatear.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Entrevista de Emprego #1
Sim podia ter sido uma destas 35 perguntas... Mas não ficou-se por:
"Qual é o seu estado civil?"
"Tem filhos?"
"Óptimo!Voltamos a contactá-la até às 5 da tarde, caso seja a escolhida. "
Podia referir que esta foi uma entrevista esquizofrénica. Mas acho que pelo nível das únicas perguntas feitas dá bem para perceber como foi! OMG
quarta-feira, 8 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Pronto é oficial
Estou obssecada.
Não consigo deixar de pensar.
É tão estranho como cada momento do meu dia consegue estar rodeada de marcas de uma pessoa que mal conheço. Há uma semana que me invade o pensamento, que me tolda o raciocínio e perturba o sono. Há uma semana percebi que faz um mês que não te vejo... e sinto falta de te ter por aqui!
Não consigo deixar de pensar.
É tão estranho como cada momento do meu dia consegue estar rodeada de marcas de uma pessoa que mal conheço. Há uma semana que me invade o pensamento, que me tolda o raciocínio e perturba o sono. Há uma semana percebi que faz um mês que não te vejo... e sinto falta de te ter por aqui!
Estamos em modos "que"
Precisava do A. aqui perto não em Londres.
Precisava que me recomenda-se livros e artigos, aqui ou em Coimbra, que vai-se a ver é bem mais perto que Londres. E gosto mais do seu sorriso do que um smile estampado num email, ou sms. Gosto mais das tuas piadas ditas ao invés de escritas... Se bem que mesmo assim me rio imenso!
Ai A. a falta que me fazes... já me tinhas desancado uma dúzia de vezes, e as manias + ou - depressivas já me tinham passado, com o "Ó miúda.?! Que vem a ser isso?! Atina!!"
Preciso que me ponhas no lugar, porque sabes como fazê-lo. Sabes bem como voltar a colocar-me em órbita!
Tenho saudades tuas!
Precisava que me recomenda-se livros e artigos, aqui ou em Coimbra, que vai-se a ver é bem mais perto que Londres. E gosto mais do seu sorriso do que um smile estampado num email, ou sms. Gosto mais das tuas piadas ditas ao invés de escritas... Se bem que mesmo assim me rio imenso!
Ai A. a falta que me fazes... já me tinhas desancado uma dúzia de vezes, e as manias + ou - depressivas já me tinham passado, com o "Ó miúda.?! Que vem a ser isso?! Atina!!"
Preciso que me ponhas no lugar, porque sabes como fazê-lo. Sabes bem como voltar a colocar-me em órbita!
Tenho saudades tuas!
sábado, 4 de maio de 2013
E pronto é isto!
3 bolos, 30 cupcakes e 200 biscoitos depois. pode terminar a sexta-feira e começar a maratona de aniversários do fim-de-semana. que está tudo preparado!
Parabéns Marias às minha vida!
Parabéns Marias às minha vida!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
May be good to me!
Abril não foi mau posso assegurar. Quer dizer não me pareceu mal.
Ri e chorei, provavelmente em partes iguais.
Tomei mais medicamentos do que em qualquer outra altura da minha vida.
Lancetaram-me o "coração" trago, desde então um penso ao peito, qual jóia de família, que não se retira por superstição.
Pareço amiga de infância de metade da equipa técnica da minha USF, dada a quantidade de vezes que lá fui e vou.
Fui a um cirurgião e senti-me a entrar num episódio de uma sitcom americana barata, dado o nível das piadas.
Encontrei um livro há muito desejado, tenho-o lido ao sabor do vento e das vontades.
Tenho conversado mais com os meus amigos "expatriados" do que com os que cá estão.
Discuti com uma pessoa que tem idade para ser minha mãe/ avó, porque tinha razão e estava farta de ser ignorada.
Senti-me sozinha no meio da confusão. E bem na multidão do meu umbigo.
a primavera chegou e trouxe-me o sol na bagagem.
Houve conversas com a Ribeira em pano de fundo, com o mar a acompanhar o ritmo.
Tive uma girl's night.
Acompanhei ao longe o nascer de uma paixão.
Fiz apostas e perdi.
Fiz apostas e "quase" ganhei!
Por favor Maio, sê meu amigo e traz-me a cirurgia há muito desejada, as tardes de conversa à beira mar e as pessoas com quem gosto tanto de estar.
Ri e chorei, provavelmente em partes iguais.
Tomei mais medicamentos do que em qualquer outra altura da minha vida.
Lancetaram-me o "coração" trago, desde então um penso ao peito, qual jóia de família, que não se retira por superstição.
Pareço amiga de infância de metade da equipa técnica da minha USF, dada a quantidade de vezes que lá fui e vou.
Fui a um cirurgião e senti-me a entrar num episódio de uma sitcom americana barata, dado o nível das piadas.
Encontrei um livro há muito desejado, tenho-o lido ao sabor do vento e das vontades.
Tenho conversado mais com os meus amigos "expatriados" do que com os que cá estão.
Discuti com uma pessoa que tem idade para ser minha mãe/ avó, porque tinha razão e estava farta de ser ignorada.
Senti-me sozinha no meio da confusão. E bem na multidão do meu umbigo.
a primavera chegou e trouxe-me o sol na bagagem.
Houve conversas com a Ribeira em pano de fundo, com o mar a acompanhar o ritmo.
Tive uma girl's night.
Acompanhei ao longe o nascer de uma paixão.
Fiz apostas e perdi.
Fiz apostas e "quase" ganhei!
Por favor Maio, sê meu amigo e traz-me a cirurgia há muito desejada, as tardes de conversa à beira mar e as pessoas com quem gosto tanto de estar.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Será bom
Diário
Seja o que for
Será bom.
É tudo.
Será bom.
É tudo.
"Dos Liquídos" Daniel Faria
Já tive a confiança de que assim seria... Agora tento fazer renascer a esperança de que assim será, porque sei no meu íntimo, apesar de tudo, que há a esperança de que seja o que for será bom.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Dúvida do dia
Seria eu boa atriz, ou uma boa mentirosa?!
Hoje quem me vir do lado direito vê-me "aparentemente" bem, já do avesso, está tudo em alvoroço!
Hoje quem me vir do lado direito vê-me "aparentemente" bem, já do avesso, está tudo em alvoroço!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Mumford & Sons [Só porque sou uma rapariga que gosta dos gostos das massas]
...And I will wait, I will wait for you...
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Sou muito garganeira, às vezes
Desatei a dizer que ah e tal hoje o sol nasceu comigo. Sabia lá eu... o que me estava reservado. Há com cada stress na vida!!
Momento cómico do dia
[Na sala de espera do Centro de Saúde, enquanto aguardava pela chamada para o tratamento]
Enfermeira 1: Gustavo Santos Pimenta - sala 2 - teste do pézinho.
Enfermeira 2: Sara Santos - sala 2- teste do pézinho
Enfermeira 2: Sara OB* - sala 2 - teste do pézinho, outro?!
Voz de fundo no intercomunicador: Não esta Sara é a da facada no coração.
Como distinguir pacientes num centro de saúde. Ah esta é a da facada no coração. A sorte é que me apanharam num dia de sol, caso contrário era motivo para ficar traumatizada para a vida.
Enfermeira 1: Gustavo Santos Pimenta - sala 2 - teste do pézinho.
Enfermeira 2: Sara Santos - sala 2- teste do pézinho
Enfermeira 2: Sara OB* - sala 2 - teste do pézinho, outro?!
Voz de fundo no intercomunicador: Não esta Sara é a da facada no coração.
Como distinguir pacientes num centro de saúde. Ah esta é a da facada no coração. A sorte é que me apanharam num dia de sol, caso contrário era motivo para ficar traumatizada para a vida.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Ela tem cabelos loiros e ele tem tesoiros
Ele e ela não são desconhecidos. Partilharam parte das suas vidas. Para ele, ela é a menina que viu crescer, mas que ainda não viu tornar mulher. Para ela ele é o amigo que é como irmão, que a levava para todo o lado, que era o abrigo seguro e que ainda o sente como tal.
Ela cresceu e ele não viu. Ele deixou de ser como um irmão e ela nem reparou.
Ele foi para a faculdade, ela aprendeu a ler e a escrever. Ele viajou o mundo e ela deixou as bonecas e descobriu o mundo nos livros e nas pessoas que a rodeavam. Ele veste-se de liberdade e independência, e ela sonha em abrir as suas asas e voar.
Como podem duas pessoas tão diferentes ser tão iguais. Como podem pessoas que partilharam fases da vida tão diferentes sentirem uma ligação quase misteriosa, profunda e íntima.
Ele reencontrou-a mulher, dona do seu nariz, com seguranças sustentadas no ar e com fragilidades sedimentadas. Ela viu-o cheio de realidade, com as cores das pessoas com vida e cheio de sonhos, pintados com a realidade que ela sonha para ela.
São iguais diferentes. Ele tem a realidade que ela quer. Ela a vivacidade que lhe deu ímpeto e que o leva a prosseguir com os sonhos sedimentados nas nuvens. Ambos são livres como as nuvens, gostam de pairar indiferentes ao país que sobrevoam, gostam de amanhecer na China e adormecer em áfrica.
São livres. São almas sem amarras nem rédeas. São espíritos que não se conseguem prender.
Mas se nenhum cria amarras, como se podem amarrar um ao outro ou ter a esperança de se amarrarem num futuro próximo.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Por que se diz " à boca pequena" se o problema está no facto de a boca ser grande de mais?!
Não gosto nada de boatos. Não entendo a sua razão de ser e surpreende-me a rapidez com que um diz-que-disse chega a todo o lado.
Segunda, fui submetida a um pequeno procedimento cirúrgico, para aliviar a pressão fruto de um quisto e da respectiva infecção que teimaram e teimam em não dar tréguas. O chato é que é um sítio visível, vou ficar com uma marca e vou ter de ser submetida a um novo procedimento daqui a uns meses um bocadinho mais invasivo do que este, e as dores teimam em não parar. Mesmo tendo estando pouquíssimas horas fora de casa na segunda-feira, dia do procedimento, e nos dias que se sucederam também, apenas para as idas ao tratamento para drenar e fazer curativos, já circula um zum-zum fenomenal em torno de um penso, será cancro?!, estará já em tratamento?!, será por isso que cortou o cabelo?! [Sim, eu tive a ideia de cortar o cabelo há uns dias.]
Relaxem os mais preocupados, não se trata de nada maligno. Não estando porém isenta de que tal me possa acontecer, tanto como a qualquer outro ser humano.
Escusado era preocuparem os meus amigos e a minha família. Que dado tratar-se de um tratamento "quase" de menor não foram devidamente alertados para a minha "quase" morte então dado os últimos comentários que ouviram resolveram não me "desamparar a loja", isto é, não param de ligar, de perguntar se estou bem, se preciso de alguma coisa, se apanhar ajuda, de procurar tratamentos alternativos e que me façam sofrer menos... Eu acho que a solução seria trocar de enfermeira que faz de cada tratamento um sessão de tortura, mas como o que tem de ser tem muita força!, como diz a minha adorada mãe. O segredo não é não ter medo, ou não ter dores, é saber aguentá-las para transmitir confiança aos outros.
Afinal de contas, podem dizer à boca grande que se trata de uma coisita de nada, sem grande importância, sff.
Aqui a gerência agradece.
[Agora, toca a ir para o odioso tratamento, que a enfermeira da tortura está à espera!]
Segunda, fui submetida a um pequeno procedimento cirúrgico, para aliviar a pressão fruto de um quisto e da respectiva infecção que teimaram e teimam em não dar tréguas. O chato é que é um sítio visível, vou ficar com uma marca e vou ter de ser submetida a um novo procedimento daqui a uns meses um bocadinho mais invasivo do que este, e as dores teimam em não parar. Mesmo tendo estando pouquíssimas horas fora de casa na segunda-feira, dia do procedimento, e nos dias que se sucederam também, apenas para as idas ao tratamento para drenar e fazer curativos, já circula um zum-zum fenomenal em torno de um penso, será cancro?!, estará já em tratamento?!, será por isso que cortou o cabelo?! [Sim, eu tive a ideia de cortar o cabelo há uns dias.]
Relaxem os mais preocupados, não se trata de nada maligno. Não estando porém isenta de que tal me possa acontecer, tanto como a qualquer outro ser humano.
Escusado era preocuparem os meus amigos e a minha família. Que dado tratar-se de um tratamento "quase" de menor não foram devidamente alertados para a minha "quase" morte então dado os últimos comentários que ouviram resolveram não me "desamparar a loja", isto é, não param de ligar, de perguntar se estou bem, se preciso de alguma coisa, se apanhar ajuda, de procurar tratamentos alternativos e que me façam sofrer menos... Eu acho que a solução seria trocar de enfermeira que faz de cada tratamento um sessão de tortura, mas como o que tem de ser tem muita força!, como diz a minha adorada mãe. O segredo não é não ter medo, ou não ter dores, é saber aguentá-las para transmitir confiança aos outros.
Afinal de contas, podem dizer à boca grande que se trata de uma coisita de nada, sem grande importância, sff.
Aqui a gerência agradece.
[Agora, toca a ir para o odioso tratamento, que a enfermeira da tortura está à espera!]
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Como tornar os 24 anos em 84?
Dizer que tenho um dreno no peito. Que tenho um conjunto de sessões de tratamento marcadas até à próxima semana...o que faz um "pequeno" quisto (9,5 cm) às pessoas.
Pronto, é oficial. Estou a envelhecer!
Pronto, é oficial. Estou a envelhecer!
domingo, 31 de março de 2013
"Que" Semana Santa
Passei os últimos dias, num sítio mágico. Num sítio que me encheu as medidas e no qual me senti tão bem.
As pessoas, os momentos e acima de tudo o tempo. Para estar, ser e fazer [nem sempre por esta ordem, nem por um especial grau de importância, mas regrando para ue não prevaleça um sem o outro.]
E sabem, estou tão cheia de alegria.
Estou feliz.
As pessoas, os momentos e acima de tudo o tempo. Para estar, ser e fazer [nem sempre por esta ordem, nem por um especial grau de importância, mas regrando para ue não prevaleça um sem o outro.]
E sabem, estou tão cheia de alegria.
Estou feliz.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Primavera [quase rima com] Felicidade
Não acham?!
Hoje é dia mundial da felicidade e coincidência ou não, também dia em que começa a Primavera, dizem os especialistas que já cá está há 13 minutos.
SEJA BEM-VINDA PRIMAVERA!
Traga o ânimo do recomeço e o florescer da esperança em cada um de nós! Que é como quem diz atira-nos à felicidade!
Hoje é dia mundial da felicidade e coincidência ou não, também dia em que começa a Primavera, dizem os especialistas que já cá está há 13 minutos.
SEJA BEM-VINDA PRIMAVERA!
Traga o ânimo do recomeço e o florescer da esperança em cada um de nós! Que é como quem diz atira-nos à felicidade!
Cozinha de Amor
Não sei se gostava mais quando dizia que não sabia cozinhar, para não deslindar a minha falta de vontade de participar nessa tarefa cá me casa; ou se agora, em que ando misturada entre ovos e farinha, arroz e açúcar, carnes e mariscos.
Eu gosto mesmo de servir os outros, de os agradar, de os fazer sentir especiais, porque são, de facto especiais para mim. Então isso faz-me envolver e remexer entre tachos e panelas, dedicar a escolher os ingredientes, analisar as receitas para descobrir se há alguma coisa que alguém não goste.
[Sim, cá em casa somos um bocadinho esquisitinhos, é verdade! O pai não come massa, a mãe não gosta de queijo nem de oregãos, a little sis' de coisas variadas que não nem vale a pena elencar e a visita da casa , a I. gosta de tudo, apesar de inventar sempre alguma coisa de que não goste.]
Descobri este gosto,ou melhor decidi alimentar o gosto. Decidi aplicar-me. E por acaso até me tenho saído bem... Gosto de cozinhar, gosto dos preparativos, da confecção calma, do tempo que se passa entre tachos e panelas, das conversas... só não gosto de provadores [esfomeados] que volta e meia aparecem a cirandar em torno do fogão.
Gosto de todo o cerimonial que pode envolver uma refeição em família. Faz-me lembrar aquela passagem d"O Principezinho" em que ele diz que se me cativaste e avisas que chegas às 16h e eu desde as 15h fico à tua espera!
Há todo um ritual de amor, atenção e cuidado. Basicamente é amor, na sua forma mais genuína.
Porque me lembrei disto?! Porque ando aqui às voltas com umas receitas para ver qual será a escolhida para hoje...
Eu gosto mesmo de servir os outros, de os agradar, de os fazer sentir especiais, porque são, de facto especiais para mim. Então isso faz-me envolver e remexer entre tachos e panelas, dedicar a escolher os ingredientes, analisar as receitas para descobrir se há alguma coisa que alguém não goste.
[Sim, cá em casa somos um bocadinho esquisitinhos, é verdade! O pai não come massa, a mãe não gosta de queijo nem de oregãos, a little sis' de coisas variadas que não nem vale a pena elencar e a visita da casa , a I. gosta de tudo, apesar de inventar sempre alguma coisa de que não goste.]
Descobri este gosto,ou melhor decidi alimentar o gosto. Decidi aplicar-me. E por acaso até me tenho saído bem... Gosto de cozinhar, gosto dos preparativos, da confecção calma, do tempo que se passa entre tachos e panelas, das conversas... só não gosto de provadores [esfomeados] que volta e meia aparecem a cirandar em torno do fogão.
Gosto de todo o cerimonial que pode envolver uma refeição em família. Faz-me lembrar aquela passagem d"O Principezinho" em que ele diz que se me cativaste e avisas que chegas às 16h e eu desde as 15h fico à tua espera!
Há todo um ritual de amor, atenção e cuidado. Basicamente é amor, na sua forma mais genuína.
Porque me lembrei disto?! Porque ando aqui às voltas com umas receitas para ver qual será a escolhida para hoje...
sexta-feira, 15 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
"Beatice" do dia, pelo menos aqui no blog
Não consegui resistir, a falar do Conclave.Ou melhor, da chaminé da Capela Sistina.
Não acham lindo, a gaivota que de lá não saí?!
Eu pelo menos acho! ;-)
Não acham lindo, a gaivota que de lá não saí?!
Eu pelo menos acho! ;-)
Cada dia que passa, adoro mais os emails diários do netempregos
Hoje eram 12 as propostas apresentadas, na minha área, sendo que destas, 5 eram de voluntariado internacional através SVE, e as restantes propostas para estágios não remunerados.
Tenho de aprender a moderar as expectativas, sem dúvida nenhuma.
Tenho de aprender a moderar as expectativas, sem dúvida nenhuma.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Balanço do mês de Março
Aos 11 dias do mês de Março, o balanço destas 264 horas é uma merda!
Sim, merda!
Vamos em 4 velórios, sendo que dois deles, em menos de 24 horas.
Porra! Não se aguenta ver pessoas que amo sofrerem tanto.
Vá, por favor, faz-te um homemzinho e faz com que a primavera regresse rapidamente às nossas vidas!
Sim, merda!
Vamos em 4 velórios, sendo que dois deles, em menos de 24 horas.
Porra! Não se aguenta ver pessoas que amo sofrerem tanto.
Vá, por favor, faz-te um homemzinho e faz com que a primavera regresse rapidamente às nossas vidas!
sexta-feira, 8 de março de 2013
Porque acontece com tanta frequência?!
Esquecer-me de carregar o telemovel, e deois passar horas à procura de uma caixa multibanco para tal e não encontrar! Aiiii
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Abandonar as roupas usadas
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os velhos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Ei-los que partem (versão pessoal e pormenorizada)
Quando em menos de uma semana vês mudar de país 3 pessoas que te são próximas.
O coração fica pequenino, pequenino.
Antes foi a festa, o forrobodó. Uma dúzia de festas, jantares, tardes, fotos vídeos. E depois é estranho.
É um vazio...
Não de tristeza, porque sei que são e serão felizes pelo que fazem e estão cientes do que querem fazer, das dificuldades que enfrentarão. É o vazio da distância, dos telefonemas a conta-gotas, da espera por uma ligação de Skype, os fusos horários que abrem uma brecha ao encontro.
3 pessoas. 3 continentes. 3 amigos "expatriados". 3 corações altamente competentes e motivados para ser o que lhes compete. 1 amiga radiante pela alegria de os conhecer e pronta para resistir às distâncias.
O coração fica pequenino, pequenino.
Antes foi a festa, o forrobodó. Uma dúzia de festas, jantares, tardes, fotos vídeos. E depois é estranho.
É um vazio...
Não de tristeza, porque sei que são e serão felizes pelo que fazem e estão cientes do que querem fazer, das dificuldades que enfrentarão. É o vazio da distância, dos telefonemas a conta-gotas, da espera por uma ligação de Skype, os fusos horários que abrem uma brecha ao encontro.
3 pessoas. 3 continentes. 3 amigos "expatriados". 3 corações altamente competentes e motivados para ser o que lhes compete. 1 amiga radiante pela alegria de os conhecer e pronta para resistir às distâncias.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
É Impossível que o Tempo Atual não Seja o Amanhecer doutra Era
É impossível que o tempo atual não seja o amanhecer doutra era, onde os homens signifiquem apenas um instinto às ordens da primeira solicitação. Tudo quanto era coerência, dignidade, hombridade, respeito humano, foi-se. Os dois ou três casos pessoais que conheço do século passado, levam-me a concluir que era uma gente naturalmente cheia de limitações, mas digna, direita, capaz de repetir no fim da vida a palavra com que se comprometera no início dela. Além disso heroica nas suas dores, sofrendo-as ao mesmo tempo com a tristeza do animal e a grandeza da pessoa. Agora é esta ferocidade que se vê,
esta coragem que não dá para deixar abrir um panarício ou parir um filho sem anestesia, esta tartufice, que a gente chega a perguntar que diferença haverá entre uma humanidade que é daqui, dali, de acolá, conforme a brisa, e uma colónia de bichos que sentem a humidade ou o cheiro do alimento de certo lado, e não têm mais nenhuma hesitação nem mais nenhum entrave.
Miguel Torga, in "Diário (1942)"
sábado, 12 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
2013 = Babyboom?!
Não anda por aí a ser noticiado que a natalidade em Portugal está pela hora da morte?!
É que há uma série de colegas minhas que estão prestes a fazer crescer a taxa de natalalidade de forma exponencial este ano. Grávidas já estão 6, sendo que destas 2 são gémeos, logo com 9 crianças podemos desde já contar para este ano... O que me chateia não são as crianças, é sim o facto de quer a mãe quer o pai dos meninos partilharem tudo o que é barbaridade sobre a parentalidade no FB.
Ai por favor... Não há já paciência.
É que há uma série de colegas minhas que estão prestes a fazer crescer a taxa de natalalidade de forma exponencial este ano. Grávidas já estão 6, sendo que destas 2 são gémeos, logo com 9 crianças podemos desde já contar para este ano... O que me chateia não são as crianças, é sim o facto de quer a mãe quer o pai dos meninos partilharem tudo o que é barbaridade sobre a parentalidade no FB.
Ai por favor... Não há já paciência.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
A isto sim se chama reencontro
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Coisas super fixes e que adoro
Consultar um site de um organismo à procura de informações e o mais recente lá disponibilizado é de Março de 2011. Dá que pensar?! Mas o que estiveram estas pessoas a fazer em quase 2 anos?!
Oh God...
Oh God...
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