Nunca fui pessoas de ter amigos no feminino. Durante muitos anos era disso que se tratavam amigos no feminino. Havia um mix no nosso tratamento... uma confusão adjacente à minha própria condição e por isso, repelia as amigas, como se de um pequeno mosquito se tratasse. Porque amigos são muito mais fáceis de manter e são e sempre o foram uns queridos para mim e deixaram-me muito mal habituada.
Mas não pensem mal de mim. Eu tenho amigas. E das boas! Das de sempre e para sempre ( porque o sempre na amizade e sempre menos tempo que nos amores da paixão).
Estes últimos dias têm servido para celebrar as minhas amigas.
A T. que está mais tempo longe que perto, mas que mesmo longe, não perde o travo de quem sempre viveu a uma rua de distância, de quem se sabe o número de telemóvel de cor porque se trocaram centenas de milhões de sms e biliões de yorn toking (e ligam-me lá qual a utilidade disso?! Agora nenhuma, mas na altura era um boom!!). Com quem se partilharam os primeiros amores e desamores... Com quem tudo se pode e tão pouco é preciso pôr em palavras... Nem os quilometros que separam Portugal da Suíça nos conseguem sossegar e arrefecer o calor da cumplicidade.
Ontem partilhamos uma quantas horas de sofrimento. Ela aventurou-se numa tatuagem giríssima e eu estive lá a vê-la sofrer e a fotografar tudo... Ai que no fim só nos abraçamos, com a certeza de que se há pessoa com quem podemos enfrentar o mundo é com aquela.
Hoje foi embora, regressou aos Alpes com o abraço que demora mais à partida do que à chegada. Nós que não somos de declarações de amizades inabaláveis, nem quando as hormonas aos saltos da adolescência o permitiam, despedimo-nos com um muito e sempre verdadeiro " Há coisas que não mudam e é bom ter-te aqui!". Este aqui já não é a rua de distancia, nem a cidade em que nascemos, este aqui é este lugar que encerra em si este misto de perto e longe, a que chamamos coração.
Hoje a CC, sobre quem já escrevi centenas de vezes, faz anos. Fazer anos para ela é o equivalente a uma ano novo, é o (re)inaugurar da esperança, do ânimo e da vida (acrescento eu). Este tem sido um período de exigência e de persistência; de arriscar; de ser força em cada célula do organismo.
A CC sabe o quanto somos diferentes e o quanto a admiro. O quanto nos achávamos perfeitamente incompatíveis e o quanto crescemos ao tolerar e apoiar as diferenças de quem está ao nosso lado. E sim, hoje estamos lado a lado, mas há dias em que ela vai à frente e eu atrás; outros em que trocamos lugares, mas sempre seguras de que posso tropeçar ou desequilibrar, porque no chão nunca irei estar.
Os 25 anos são o desafio, sinto-os e tenho vivido como tal. Por isso, como hoje o mundo roda só para ti, eu só quero que percebas que independentemente de tudo e para lá de tudo o que nos separa, há algo que nunca nenhuma de nós conseguiu perceber... o que nos une é muito mais forte e mesmo que não compreendamos a razão, sabemos que existe. E isso chega! Parabéns chata!!!!
E eu que sempre me achei uma pessoa interdita a girls friends, percebo a grande mais valia de as ter. :)
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Na minha cabeça, isto até fazia sentido... depois escrevi e já não fez tanto
Às vezes gostava, mesmo muito de saber o que se segue na minha vida.
Uma espécie de adivinhação... Mas depois perdiasse o entusiasmo da descoberta, da viagem...
[Mas que gostava, lá isso gostava!]
Uma espécie de adivinhação... Mas depois perdiasse o entusiasmo da descoberta, da viagem...
[Mas que gostava, lá isso gostava!]
sábado, 2 de novembro de 2013
às mulheres de fibra da minha vida
Cresci rodeada de mulheres fortes.
Não compreendi muitas vezes, o que isso implicava... E isso implicava achar, não raras vezes, que não gostavam de mim, que não me percebiam, que não queriam saber de mim... Enfim, sempre fui demasiado melodramática! Sempre e desde tenra idade!
Mas sempre as admirei... E admiro, com os limites que o coração e o orgulho desconhecem. Sonhei ser como elas. Fazer das tripas coração, como dizem por aí, ser capaz de secar as lágrimas que escorrem pelo rosto e envestir de força e coragem e levar o mundo à frente, num ápice...
Hoje, já consigo dissimular as lágrimas que estão sempre à espreita... E levar apenas meio mundo à frente. Sinto-me forte porque as mulheres da minha vida me ensinaram na sê-lo, aprendi-o diariamente ao vê-las. Tenho um orgulho desmesurado nelas.
E escrevo-o hoje, por quê? Porque percebo que mulheres de fibra chamam outras mulheres de fibra e a minha CC está a descobrir-se mais de fibra do que jamais imaginou... Ela já leva o mundo nos olhos, mas agora descobre a força já menos trôpega de menina e descobre a força que parte do coração e o faz bater, mais forte e com um compasso diferenciado... Com o ritmo de muitos outros, num só coração.
Não compreendi muitas vezes, o que isso implicava... E isso implicava achar, não raras vezes, que não gostavam de mim, que não me percebiam, que não queriam saber de mim... Enfim, sempre fui demasiado melodramática! Sempre e desde tenra idade!
Mas sempre as admirei... E admiro, com os limites que o coração e o orgulho desconhecem. Sonhei ser como elas. Fazer das tripas coração, como dizem por aí, ser capaz de secar as lágrimas que escorrem pelo rosto e envestir de força e coragem e levar o mundo à frente, num ápice...
Hoje, já consigo dissimular as lágrimas que estão sempre à espreita... E levar apenas meio mundo à frente. Sinto-me forte porque as mulheres da minha vida me ensinaram na sê-lo, aprendi-o diariamente ao vê-las. Tenho um orgulho desmesurado nelas.
E escrevo-o hoje, por quê? Porque percebo que mulheres de fibra chamam outras mulheres de fibra e a minha CC está a descobrir-se mais de fibra do que jamais imaginou... Ela já leva o mundo nos olhos, mas agora descobre a força já menos trôpega de menina e descobre a força que parte do coração e o faz bater, mais forte e com um compasso diferenciado... Com o ritmo de muitos outros, num só coração.
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