Cresci rodeada de mulheres fortes.
Não compreendi muitas vezes, o que isso implicava... E isso implicava achar, não raras vezes, que não gostavam de mim, que não me percebiam, que não queriam saber de mim... Enfim, sempre fui demasiado melodramática! Sempre e desde tenra idade!
Mas sempre as admirei... E admiro, com os limites que o coração e o orgulho desconhecem. Sonhei ser como elas. Fazer das tripas coração, como dizem por aí, ser capaz de secar as lágrimas que escorrem pelo rosto e envestir de força e coragem e levar o mundo à frente, num ápice...
Hoje, já consigo dissimular as lágrimas que estão sempre à espreita... E levar apenas meio mundo à frente. Sinto-me forte porque as mulheres da minha vida me ensinaram na sê-lo, aprendi-o diariamente ao vê-las. Tenho um orgulho desmesurado nelas.
E escrevo-o hoje, por quê? Porque percebo que mulheres de fibra chamam outras mulheres de fibra e a minha CC está a descobrir-se mais de fibra do que jamais imaginou... Ela já leva o mundo nos olhos, mas agora descobre a força já menos trôpega de menina e descobre a força que parte do coração e o faz bater, mais forte e com um compasso diferenciado... Com o ritmo de muitos outros, num só coração.
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