segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

3.30h de óculos: o balanço

Isto não está fácil. Quinta descubro que sucumbi ao gene familiar, ao fim de 25 anos de luta. Hoje à noite fui buscar os meus novos amigos. E... Descubro que efectivamente o mundo já não era exactamente como o via. Ao fim de três belas horas com eles, os meus olhos estão desabituados mas rendidos, à qualidade efectiva destes meus grandes queridos... Já a minha cabeça dói, pelo poder de atracção das hastes.

Isto é o início de uma longa amizade!

Vivam as mudanças!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Referendo co adopção [parte1]

Hoje tive vergonha de ser portuguesa. Tive vergonha pelo que li e ouvi nos média do meu país. O meu país , ou melhor os deputados do meu país acham que existem famílias de primeira e famílias de segunda. O meu país regridiu, melhor o meu país teima em não evoluir.

Prometo que daqui a uns dias me aplicarei sobre o tema e escrevo. Porque isto tira-me do sério... Teimam em misturar coisas que não se misturam.

Apre! Como diz o poeta: "Basta! Pum! Basta!"

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O (incerto) das previsões metereológicas

Liguei a televisão, logo pela manhã ansiando a previsão meteorológica. Para coisas básicas, saber o que vestir, calçar, perceber se valerá a pena levar as botas xpto, ou posso arriscar com os meus sapatinhos oxford.

Previsão: Frio, muito nublado e sem chuva.
Realidade: Chove granizo, há vento forte e o céu não é nublado, é negro.

REALIDADE: 1
PREVISÃO DO IPMA: 0

Resultado: estou encharcada do dedo do pé à ponta do fio de cabelo. O dia começou às 9h e só terminará às 20h. Isto assim promete!!!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

step by step

Ai... a minha falta de vontade! Custa-me tanto fazer seja o que for... Estou desmotivada... Mas isto já me passa!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Ora pois...


Working team

1. A equipa de trabalho de quem gosto são meus 8 colaboradores directos. [Ninguém acma, nem ninguém de outros departamentos.]
2. Seleccionei, entrevistei e recrutei cada um deles.
3. Escolhi-os a dedo.
4. Cada um deles tem um característica que é uma mais valia para o projecto.
5. Cada um deles poderia ser meu amigo há anos.
6. Criamos um grupo de trabalho online, que foi invadido pelos nossos superiores, quando pareciam boas pessoas.
7. Hoje criamos um grupo secreto no FB, onde não os metemos para efectivamente podermos ser livres.
8. Eles são a parte boa, o que me faz suportar este posto de trabalho.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Super-herói é quem cuida

Os cuidadores dos cuidadores 

Eu sou cuidadora, eu sou a cuidadora de uma cuidadora...
Sou filha de uma cuidadora.

Percebo, vejo, sinto na pele a dor provocada pela demência. A dificuldade de ver "bem fisicamente" e muito mal aqueles que amamos. Dói muito ver o cuidador a apagar-se, a gradualmente apegar-se mais e mais... A amar como até aqui não o fizera, ou não tivera essa necessidade.
A reprender a viver o amor. Porque cuidar é um amor maior.

Cada vez mais sinto, que se há super-heróis, os cuidadores estão nesse rol.

[ao ler a reportagem d'O Público revi a minha história, a minha vida nos últimos 6 anos. (Re)Vi a minha avó e a minha mãe de mão dada, agarradas à grade da cama. Vejo-me a cuidar de quem cuida. Presencio o amor que se experimenta em cada carinho dado na face de quem nos ama e não consegue saber ao certo quem somos.]


sábado, 4 de janeiro de 2014

Das coisas


Há aqueles momentos, em que te perguntas: "A sério universo... Só agora?!"

Para mim hoje é o dia.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Se eu perdesse tudo?!

"E se perdesses tudo?!"

Esta foi a pergunta de hoje. Quando a C. me fez esta pergunta, certamente, estava longe de lhe passar pela cabeça que me iria pôr a escrever. a escrever de imediao, enquanto ela está para ali a (tentar) resolver umas equações, eu estou já presa a uma folha de papel. [Sim, primeiro as minhas palavras conhessem a luz do branco do papel e só depois, a luz do ecrã!]
Para a C. no topo dos seus recentes 14 anos, caso a sua casa fosse devastada pelo fogo o que lhe faria imensa falta, imensa, mesmo daquela básica para sobreviver, era o computador e todo o seu quarto. Que é todo o seu mundo! Aos 14 anos o nosso mundo é mesmo uma coisa umbilical, algo fundamental, tal como o ar que respiramos! Perguntou à I. o que achava disso.
"Se perdesses tudo num incêndio. E te dessem a oportunidade de salvar uma coisa, o que seria?!"
A I. com a maturidade tão conhecida dos 16 anos, afirma solenemente que sem o seu tablet, não saberia viver. É inconcebível pensar a sua vida sem ele e a Internet!

Pois bem. "E tu, Sara?!"


"Qual seria a única coisa que salvarias?!"

Parei. Aliás, tinha parado momentos atrás, quando tinha perguntado pela primeira vez!
O que salvaria... O que salvaria...
Longe dos anos da adolescência, não seria o quarto (meu refúgio de outras guerras), não seriam os equipamentos tecnológicos (que são cada vez mais de trabalho e cada vez menos de lazer)... Nem aquela mala gira que me ofereceram no Natal! Eu tentaria salvar...
Salvar a minha história. A minha vida.
Salvaria os meus baús. Salvaria a Sara pequenina, sentada num carrinho de bonecas com o jornal na mão. Guardaria a Sara que aprendeu a escrever e que trocava o p pelo t, naquele caderninho da 2ª classe. Guardava a Sara cheia de medos e angústias que não se sabia adolescente. Guardava a Sara universitária de t-shirt do caloiro envergada qual traje mais importante invergado cheio de orgulho. Guardava a Sara de mão dada com o "Bô", sempre de mão dada, para não perder o seu chapéu, o cavalinho sentada na sua perna. Para não perder a minha avó emprestada, por entre os tachos e panelas da sua cozinha. Para (re)ver a minha avó de pé a correr pela casa com o seu ar esbaforido e vivo. Para me ver nos olhos a brilhar do meu pai. Para ver como amei a minha irmã, desde o momento em que nasceu. Para ver a minha vida... Para ter a possibilidade de ver os meus quando eu já não os vir com os olhos. Para os poder sentir, mesmo que a memória, um dia os esqueça... para saber quem sou, de onde vim e para onde quero ir.

Eu salvaria o baú das recordações... Eu trazia as pessoas que lá moram comigo e para sempre.

Esta não era a resposta que a C. estava à espera. E deixou-o bem claro na sua resposta "És tão esquisita, Sara!"

Talvez, de facto já tenha sido adolescente há demasiado tempo atrás, e nem tivesse consciência disso!