quarta-feira, 26 de novembro de 2014

pelas ruas da amargura

Anda este blogue e a sua proprietária... Dias novos virão! Dias mais simples e felizes, espero.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Voar*

Vamos todos conjugar o verbo VOAR...

o meu tempo voa.
o teu tempo voa.
o seu tempo voa.

o nosso tempo voa... mas não perde asas, ganha-as.
Ganha-se ao perder.



* Ao que leva a troca de uma criança de 8 para 9 anos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Às vezes, as palavras são demasiado vagas. Às vezes, as palavras são demasiado vãs. Às vezes, servem apenas para fazer burburinho.

E eu remeto-me ao meu silêncio. Remeto-me à minha tranquilidade intranquila; ao meu espaço sem área; à minha vida sem luz...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

No início dos 00's era mais ou menos assim

Na esplanada onde estou a fazer a fotosíntese está a passar esta música e lembrei-me de quando achava que inglês era chinês e das horas a treinar esta música em frente ao espelho... de quando a internet não era uma realidade de todos os dias e os videoclips viam-se na MTV, de vez em quando em casa de um amigo mais endinheirado.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

small things - great time

Levantar cedo, até quase madrugar.
Sair de casa o sol ainda, não brilha no céu.
Apanhar trânsito, em plena hora de ponta. Correr para apanhar o metro. Viajar em modo "sardinha em lata". Chegar. Rir. Pequeno-almoçar com a CC. Levá-la às aulas e estar de regresso a casa às 10h da manhã. São estas loucuras que a amizade faz e que nos faz gostar tanto uma da outra.

E perceber que podemos mudar de café, mas nunca mudamos de companhia, because that what friends are for...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

estranhezas em mim

Provavelmente, sou estranha. Muito estranha, certamente. Se calhar, sou mesmo a única a achar que as relações não se mantêm por decreto, por hábito, ou por um qualquer protocolo institucional.

As relações trabalham-se. Sim, as relações dão trabalho. As pessoas trabalham-se todos os dias, com cuidados, mimos, com arrelias e stresses do dia-a-dia... Com os desgastes, os pequenos pormenores, ... E sim, às vezes cansa. Sim cansa. Tudo cansa, tudo tem altos e baixos, tudo exige algum esforço... E as pessoas dão trabalho. Dão muitas alegrias e grandes felicidades, arrelias e stresses, mas valem tanto mas tanto a pena!!

Se calhar sou apenas eu a viver assim...talvez seja estranha, demasiado sonhadora, demasiado idealista. Mas acredito que assim o mundo é melhor, pelo menos o meu.

sábado, 27 de setembro de 2014

como não seria quem sou, se...

Esta é uma das primeiras músicas de que gostei. Teria 7 ou 8 anos. Ouvia a minha prima mais velha, fluente no inglês cantar, sonhar à janela, no quarto, no cadeirão da cozinha...
E nessa altura decidi que seria também minha e não de uma qualquer história de amor.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

os revisores da CP ou uma boa amostra para todo e qualquer estudo das ciências sociais

Agora que sou uma viajante encartada da CP vejo ad maravilhas que me escaparam durante anos. Eu utilizadora assídua e acérrima dos transportes públicos nunca utilizei os comboios como meio de transporte diário, só agora que fui expatriada para lá longe... No norte profundo me dou conta de como estes seres, chamados revisores da CP são. Um prodígio, um encanto para qualquer um. É vê-los mexer e movimentar no seu habitat natural; do mais carrancudo, ao mais simpático, do mais engatatão, ou tímido, ao mete conversa fácil...

Estou encantada!! Viva à CP e às alegrias que me dá, logo pela manhã! Viva à animação em cada regresso a casa!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

saudade

Parece ser a palavra mais escrita da minha manhã! O que quererá isto dizer?!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Como assim?!

Há dias em conversa com uma amiga dizia-me ela que o que é preciso objetivar sentimentos. Ver o que me faz sentir isto e aquilo, o que me faz sentir bem ou mal... só ver, sem julgamentos, nem racionalizações. Eu saio convencida da conversa, e decido pô-lo em prática. Fase 1 corre lindamente, mas depois aquele meu lado de socióloga vem ao de cima e tudo envereda porum jogo de relações e correlações, tal e qual uma base de dados do SPSS.

Eu tento, tento de verdade, mas sou uma sensivelzinha racional, que posso fazer?!

domingo, 21 de setembro de 2014

Abri o blogue.
Olhei-o, como se não fosse meu.
Começaram a chuva e os trovões.
E eu pensei que isto anda como a minha vida, um vazio, uma tristeza, uma ilusão... onde nada tem sentido. E nem sei por onde começar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Acordei a pensar que [ talvez] não fosse nada mal pensado conseguir evaporar-me!


sábado, 6 de setembro de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

L´days

Por estes dias sobra-me tempo...
Falta-me vontade.
Falta-me energia e entusiasmo...

Tenho-me esforçado por inverter a situação, juro. mas estou a precisar de mudar... de sentir o entusiasmo de sair de casa todos os dias... de ter o que fazer... ver pessoas... ser eu fora das quatro paredes que me confinam.

Preciso de ar... e há chuva lá fora.
É isso!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

The most beautiful journey

Há um sítio que para mim é precioso. Um sítio, no qual só de lembrar, fico com o coração cheio e uma lágrima no canto do olho. Há um sítio onde sinto o paraíso em cada pedaço de terra solta. Um sítio, onde o sol enche mais os dias, e as estrelas são maiores cada noite que passa.
Este sítio tem as mais belas pessoas que conheço.
Lá, os serões são de músicas e guitarradas no banco junto à velhinha cabine telefónica.




Lá o meu coração é cheio de vida!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Dia dos amigos


Viva aos bons! Viva aos de sempre e para sempre! Viva aos amigos sem contar! Viva à diferença que une! Viva à gargalhada fácil! Viva a lágrima no canto do olho, quando vos vejo partir! Viva à saudade sem fim! 
Viva a vossa/nossa vida dentro de mim!


terça-feira, 29 de julho de 2014

ai o tempo que me falta... ai o tempo que me sobra...

O tempo é um mistério para mim.
Ora falta... ora abunda.
Há dias onde cabem tudo e todos! Outros por mais que tente, nem tempo têm para mim...

Estou a precisar de tempo... tempo para mim... tempo para ti e para todos os outros.
Tempo para ser mais pessoa... enfim!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

understanding myself

Quanto mais calada estou mais preciso de falar.
Preciso que me arranquem as palavras... que me arranquem o choro... preciso que me arranquem a apatia.
Preciso de esquecer...

domingo, 20 de julho de 2014

Talvez

Talvez...

Seja a guitarra que me fascina.
Seja o campo que me tranquiliza.
Seja o voltar onde fui, sou e serei muito feliz.
Seja o redefinir o meu amor incondicional pelas pessoas.
Seja o aprender que há espaço para ser assim... 

Seja o que for... e porque for, estou de malas aviadas para o campo.

E prometo, talvez, ser muito feliz!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quando me faltam as palavras...

... é porque está mesmo difícil!


E as palavras têm me faltado... muito.

Quando vier a Primavera - Alberto Caeiro


STOP

Deparei-me com um sinal STOP na minha vida! Não é o primeiro, nem será o último, certamente.



Encontrei-o, não o procurei! Daqui virá algo melhor... mas de momento, não consigo ver para lá do escuro que me rodeia!

terça-feira, 8 de julho de 2014

segunda-feira, 7 de julho de 2014

isto são coisas que me deixam piursa!

Eu sou "certinha". Uma "certinha" chatinha, às vezes... eu sei! E acreditem que até procuro desacertar, e estou bem melhor!Mas há coisas que me irritam profundamente, e esta é uma delas.

Quando eu que vejo e revejo tudo milhentas vezes, antes de entregar, principalmente no que diz respeito ao meu trabalho, e naquilo que o meu trabalho tem diretamente a ver, ou seja, com a vida de terceiros a passar pelas minhas mãos. Procuro e tento ao máximo não falhar... E eis se não quando recebo, um email, em tom intimidatório do digamos "chefe", a acusar-me de não entregar os documentos no prazo devido.
Eu abro e remexo toda a caixa de email, não recebi qualquer aviso de um qualquer erro que tivesse levado à não recepção do email, contudo reencaminho-lhe, prontamente, todos os documentos enviados na passada semana. Fazendo questão de não apagar aquela informação adicional com a primeira data de envio. Passados cinco minutos recebo "a" resposta: " afinal sempre os tinha recebido."

E é isto?! É isto?! Nada mais?! E talvez desculpe?!

Eu sou certinha, em exagero e erradamente, o que não me isenta de cometer erros! Mas caramba... primeiro vem com todo um discurso de incompetente e depois nem um desculpe?! só um constatar o óbvio?! Chiça!! Eu fico piursa!! 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Hoje toda a gente fala de Sophia

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não 
Porque os outros usam a virtude 
Para comprar o que não tem perdão. 
Porque os outros têm medo mas tu não. 
Porque os outros são os túmulos caiados 
Onde germina calada a podridão. 
Porque os outros se calam mas tu não. 
Porque os outros se compram e se vendem 
E os seus gestos dão sempre dividendo. 
Porque os outros são hábeis mas tu não. 
Porque os outros vão à sombra dos abrigos 
E tu vais de mãos dadas com os perigos. 
Porque os outros calculam mas tu não. 



Sophia de Mello Breyner

sábado, 28 de junho de 2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

eu tenho um amor desmedido

Ele não sabe que existo. Mas eu gosto tanto, tanto dele!!! Ai, António Zambujo... Estivesse eu mais pertinho de ti, e estava grudadinha a ti...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

programar o despertador, mata-me todos os dias um bocadinho

Chegar a casa, depois de um bocadinho de noite, tão saboroso, com as meninas.
E ao programar o despertador... senti umas pontadas, tal qual punhais nas costas, ao ler o aviso.
"O despertador vai tocar daqui a 5h e 39 min"

Eu juro que quem teve esta ideia de alertar para os meus maus hábitos de sono, devia morrer.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Das ideias à concretização

Acabo de constatar que lá está, sou muito boa em teorização e ideias e pensamentos. Mas depois, no domínio da concretização... catrapum! nada de nada! Hoje foi o origami... não consigo dobrar a tal pomba da paz, que o site garante ser para principiantes... lá está isto às vezes é giro. mas apenas na teoria!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

baby-sitting de pandas... ora aí está uma boa solução

Pronto, parece que a solução é mesmo esta. Vou seguir o conselho do Primeiro e... baby-sitting de pandas, me aguarde que nunca viu profissional semelhante.

Caso haja mais interessados, informações aqui.

Possessiva compulsiva, me confesso!

Às vezes, quando sinto falta dos meus... E nisto dá-me uma vontade louca de os fechar numa caixinha, num bolso... de os fechar na minha mão. De os ter aqui. Aqui comigo. Sempre há mãozinha de semear!

Pronto sou possessiva, quando morro de saudades.
Sou possessiva, quando me sinto frágil.
Sou possessiva, quando acho que estou a perder.

[E quando acordo vejo que isto é muito mais no sentido figurado, e que ninguém repara nestes meus momentos de insanidade. Graças a Deus! ]

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Como eu gosto "daquela fase" - A adolescência pontos a favor! :)




Por vários motivos, eu passo grande parte do meu tempo com pessoas de palmo e meio, que eventualmente, acabam por crescer e entrar "naquela fase", como diz uma pessoa que eu conheço.
Este"naquela fase" simboliza o que não deve ser dito. O período que não deve ser mencionado, o momento em que os pequenos anjos viram demónios... O momento em que saem da redoma dos bibes e das bonecas e passam a olhar-se ao espelho, a achar que o mundo está contra eles e no qual descobriram que a sua voz tem expressão, e abrem as goelas até mais não.
Eu até gosto deles nesta fase... ou melhor, nem desgosto de trabalhar com eles, assim. Neste momento, em que são são mais do que nunca barro. Barro a precisar e a pedir para que o ajudem a moldar, que os ajudem a criar. A crescer e a ser o que quiserem. Eu gosto! Isso não é fácil a maior parte das vezes, porque não o é. É altamente frustrante, sim senhor. Mas eu gosto!
Gosto dos momentos em que as brincadeiras dão lugar a conversas mais sérias, em que nos mostramos quem somos e  o que valemos. Gosto quando discutimos e nos chateamos. Gosto da rapidez quando tudo passa. Gosto da fragilidade e da verdade de um desculpa, de um "sei que agi mal". Gosto da disponibilidade e à vontade de um sms trocado, da rapidez com que se pega no telefone para falar: "porque eu sabia que tu me podias ajudar". Gosto dos momentos em que são pequenos outra vez e precisam de mimos. Gosto dos momentos em que tentam estravazar todos os limites e pensam que não os percebemos. Gosto do momento em que amuados cumprem um castigo. Gosto quando não lhes dou saída. Gosto dos abraços apertados, quando já são maiores do que eu. Gosto da fragilidade dos seus corpos que se derretem com um "pequeno" ataque de cócegas. Gosto quando me chamam, porque têm um problema, ou para contar o que mais ninguém sabe.
Eu gosto! Gosto tanto!! :)

O momento em que me torno BFF de uma teenager ou Afinal pareço mais nova do que sou!




Momento cómico-trágico do dia: Aquele momento em que partilho o mesmo verniz e uma pulseira da amizade com três miúdas de 14 anos. 
 
Resultado: Unhas pintadas de rosa vibrante e uma pulseira no pulso esquerdo em tons de rosa, verde, branco e amarelo [as cores favoritas de cada uma de nós.]

E é isto... volta e meia é preciso um bocadinho de magia!


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Semana de Cão

pronto esta é a definição mais correta para estes últimos 5 dias.

foram loucos, desorganizados, caóticos... muito por culpa minha. outra parte pelas circunstâncias.
outra porque eu sou muito boa sob tensão, sou muito boa a assumir e controlar tudo, sou muito boa a responsabilizar-me por tudo... sou muito boa a ficar noites sem dormir, a assegurar que aparece feito, dê por onde der... sonho ser meia super-heroína, metade mulher, metade divina... sou muito boa a sentir-me um caco.

basicamente, sou muito boa a auto-destruir-me.

basicamente, sou muito boa a esvaziar-me... a dar... a activar o modo de sobrevivência e logo se verá!
[só espero que compense. acredito que sim. ]

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Agendar o inagendável

às vezes gostava que o "ser feliz" tivesse data e hora marcada.
às vezes gostava de saber o que aí vem.
às vezes gostava de ser eu sem complexos nem sobre racionalizações...

mas não eu sou este misto de ser racional ó emocional.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Lisboa - a capital do Império

Em tom de brincadeira, ouvem-me dizer frequentemente que Lisboa - é a capital do Império. Tudo se passa lá. Se tiveres um assunto importante para tratar é lá que tens de te dirigir... Mas isto para lá da piada fácil, não tem piada nenhuma!
O facto de Portugal ser Lisboa e o resto é paisagem, não é justo para ninguém.
Nem para mim que estou no Porto, à procura de emprego; nem para os senhores que vivem no Interior e que para terem médico ao final de semana têm de fazer centenas de quilómetros.

Isto porque candidaturas de emprego... só em Lisboa!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Talvez não fosse má ideia

Quebrar com as amarras que nos prendem. Perder a cabeça e explodir. Mandar tudo ao ar. Dizer o que penso. Não levar desaforos para casa. Não ser tão preocupada... com o que não é preciso. Às vezes precisava de "bummm" mandar a tudo pelo ares.

Hoje não foi o dia! Mas não sei se tardará!

Acompanhamento musical da manhã

e o segredo é dar a volta


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Às vezes...

a penumbra surge devagarinho... bem devagarinho e instala-se.

Arre! Que isto tira-me do sério!

Ler esta notícia pela manhã fiquei com um nó na garganta, um nó no estômago e acima de tudo um nó no coração. Mexe-me esta indiferença, esta cegueira social... Este não ver porque me magoa. E os outros?! E eles os protagonistas, destas tristes estórias?! Estórias?! Vidas!! Isto é real. A D. Rosa é uma mulher de carne e osso, não é uma personagem cuja estória nos comove numa qualquer telenovela em horário nobre. 

É uma pessoa. É uma mulher. Como eu e tu merece respeito, dignidade, auxilio... merece ser tratada como pessoa.

terça-feira, 6 de maio de 2014


Pois não. Mas também muito poucos disseram que sabe tão bem vencer as dificuldades.


domingo, 4 de maio de 2014

momentos de lucidez

Dou-me cada vez mais conta de que sou uma ciumenta, insegura de um raio. Mas pronto. Logo se verá o que se  passa!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

porque "ser" socióloga é um problema, mas ser uma destes milhares de jovens torna isto muito mais real

Ler aqui.

Sim, vida em banho-maria. É a destes entrevistados, é a minha e a tua, talvez, também.

Pequeno momento de clarividência ou vai daí... talvez não.

Há dias, como o de hoje aliás, que ao olhar para a minha agenda (física e mental) me sinto absorta com a quantidade de coisas e tarefas que me ocupam. Sinto-me realizada na sincronização de tarefas ao segundo, na quantidade de coisas pelas quais estou orgulhosamente responsável, pelas pessoas que vão receber tudo isto... Sinto-me, como gosto de me sentir sempre, feliz.
Depois olho mais pormenorizadamente e olho mais a fundo e vejo como no meio de tantas coisas... há um profundo vazio a pedir para ser preenchido... E como há tanto, tanto, tanto tempo ando tão profundamente insatisfeita.

E um dia... mato o surround sound da minha vizinha de cima

E hoje deve ser o dia.
Acordo eu cedinho, para despachar milhentas coisas e emails chatinhos logo pela manhã. E tudo corre, relativamente bem, até às 9h. Até aí só a multifunções não estava a colaborar, depois começa a minha vizinha do andar de cima a ouvir de forma estridente todo um mundo de kizomba, pelo qual ah e tal não morro de amores quando estou a trabalhar. 
Ai... que o dia a começar assim vai ser mais longo do que esperava.

Bom dia! Esqueci-me de desejar a todos.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ficará guardado para sempre numa folha de papel.

O problema de alguém como eu, que gosta de escrevinhar qualquer pedaço de papel, apesar de sem grande jeito bem sei. Faz com que se percam uma série de textos que depois não consigo passar para o blogue. E ontem... até foi um dia produtivo para esse efeito. O mais certo é que aqueles textos nunca mais vejam a luz do blogue.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Apertos e mais apertos

Há um aperto que não sai. Que teima e persiste em não sair... que aperta e atormenta o meu pequeno coração. E não gosto nada da situação.

domingo, 20 de abril de 2014

é o rever-me nas palavras de quem sabe

Brincava a criança

Brincava a criança 
Com um carro de bois. 
Sentiu-se brincado 
E disse, eu sou dois !

Há um brincar 
E há outro a saber,
Um vê-me a brincar
E outro vê-me a ver.

Estou atrás de mim
Mas se volto a cabeça
Não era o que eu qu'ria
A volta só é essa...

O outro menino
Não tem pés nem mãos
Nem é pequenino
Não tem mãe ou irmãos. 

E havia comigo
Por trás de onde eu estou,
Mas se volto a cabeça
Já não sei o que sou.

E o tal que eu cá tenho
E sente comigo,
Nem pai, nem padrinho,
Nem corpo ou amigo,

Tem alma cá dentro
'Stá a ver-me sem ver,
E o carro de bois
Começa a parecer.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 11 de abril de 2014

menina assenta o passo

Porque se sempre gostei, hoje faz mais sentido. 


Menina assenta o passo
sem medo ou manha,
ou muito te passa da vida.
Tem que a ver quem faça
o que muito queira.
Caminha sem falsa fascinação.

O teu coração
ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.
Não se avista um dia
em que o ego não destrate
uma mais bela parte
escondida em ti.

Menina sê quem passa p'ra lá da ideia.
Quem muito se pensa fatiga.
Nem vais ver quem são,
seus olhos no chão,
os que andam p'ra ver-te vencida a ti.

O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
Vai chegar o dia em que o medo não faz parte
e, por muito que tarde, esse dia é teu.

Desfaz o Nó,
destrava o pé,
desmancha a traça e avança.
Chocalha o chão,
esquece os que estão,
rasga o marasmo em ti mesma.

Vê corações,
na cara que pões,
vira do avesso esse enguiço.
Desamordaça a dança pra te convencer.

O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
O teu coração ainda pára,
forçando a apatia p'lo medo de dançar.

--
Márcia e Samuel Úria

quarta-feira, 9 de abril de 2014

In-sónias

Na infância havia uma sónia na minha turma. Que era meia destrambelhada, mas com quem simpatizava pelo seu jeito simples e despachado, de quem não tem grande travão no que diz tanto por ingenuidade, como não dispor de qualquer mecanismo de controlo social... tudo lhe era permitido.
Depois esta foi-se... e chegaram as outras sónias da minha vida. Estas mais danadinhas, mais safadas, mais descaradas. Sem um pingo de vergonha e de respeito por mim. Se bem que já antes adormecer era um terror... Em miúda tinha medo de morrer... na adolescência sabia que iria morrer por privação de sono. Por acreditar que dormir era (é) uma perda de tempo, ora por ele... Ele o sono. Teimar em não aparecer.
Isto tem alturas muito especificas... Não sou de dormir muito. Num dia de completo exagero 7h de sono são a loucura. 5h ou 6h uma boa noite.
Mas as sónias voltaram a atacar e em força! desde o início desta semana estou em completa falência técnica! Se de domingo até hoje dormi 10h foi o muito... Era a sónia, com a mania que é in a não me deixar adormecer... a cabeça a latejar, os olhos a implorar por descanso... Ai é a de mim! ao fim de 2h 30 de martírio lá acabei por adormecer e passadas outras 2h30 lá acordei.

Estou em modo zombie, em modo vê se te avias cheia de paracetamol para acalmar as dores de cabeça que me impedem de pensar e tudo o resto.

Ai... que daqui a pouco é de novo noite e vai (re)começar o martírio da visita da inoportuna (in)sónia.

domingo, 6 de abril de 2014

Viva às borboletas!






Que nos tolhem a barriga, mas que nos impelem a ir de sorriso (mesmo que nervoso) no rosto.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Eu sou uma romântica-bucólica[, e nem sempre gosto disso! Quase nunca gosto, verdadeiramente!]

Gosto de ver casas. De procurar casas. De imaginar quem as viveu. Das histórias e segredos que guardam. Das pessoas que lá viverão, que farão daquelas paredes suas... Dou por mim a pensa na decoração, em como ficaria giro isto e aquilo. Imagino as fotografias. Os amigos a chegar para jantar.

Imagino o conto de fadas do dia-a-dia. E como gosto de um conto de fadas com principes e princesas da vida real.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Até gostava que fosse mentira, mas não tive um dia de m* e foi bem verdade!

Abril chegou e as águas de facto são mil. A tempestada era tamanha que adormecer foi difícil... Acordar "quase de madrugada" um martírio. E se tudo corresse a uma ritmo calmo... era perfeito! Mas não!!!

Para lá do temporal. O trânsito. Caótico. Demorei 40 minutos a fazer menos de 10km. Um valente feito... à minha paciência e resistência, pouco passava das 8h da manhã. Feito atingido e ... carro estacionado até relativamente perto a repatição pública em causa. Chego e constato que a chuva e o vento assustaram muita gente e aquilo até está relativamente fácil (só tinha cerca de 20 pessoas à minha frente!)
Obrigadinha gente com medo da intempérie.
Entro.
Tiro senha e plim... é o meu número!
Boa!! Vai ser rápido! [pensei eu ingenuamente!]

Ah... não é aqui dra Sara. Vai ter de tirar outra senha e ser atendida num dos gabinetes. Eu até feliz com o ter "pouco" que esperar, volto à máquina, feliz e contente até ser abordada pelo segurança, que quase me fazia uma placagem para me impedir de alcançar  tão precioso botão com a letra B.
"O seu documento identificativo, sff!" - tal e qual um agente de policial no cumprimento do seu dever.
 Eu vou de imediato à carteira dos dicumento e saco do cartão do cidadão de forma pronta e imediata e apresento-o com cara de valente enjoada. [Admito aquela postura, impeliu o que de pior há em mim. A arrogância que vem do topo dos meus saltos altos.]

"Não pode retirar a senha." - diz ele com cara de bem te disse.
"Porque?!..." arregalei eu os olhos.
"Cartão do Cidadão caducado. Não pode tratar de nada hoje... volte mais tarde, quando tiver a situação regularizada."

Lá fui eu cabisbaixa sentar-me no meu lugarzinho e esperar que a minha irmã, a quem normalmente acontecem estes deslizes tratasse das suas questões e eu a remoer na minha estupidez e esquecimento.

Decidida a inverter a stuação e ainda tenytar tratar de tudo hoje... saio de lá e vou diretinha à loja do cidadão. Serviços de Registo e Notariado... senha C77 e vislumbro lá longe um ecrã... e dada a recente miopia que me atingiu aproximo-me e vejo o triste número 20 a piscar para mim... Não posso! 57 pessoas à minha frente, sim!!

Espero e espero e volto a esperar só mais um pouquinho e tumbas... ao fim de 3 horas aquilo começa a andar e chego lá eu. Finalmente! E o sistema?! CAPUT!!!! 
45 minutos depois... e medições que não precisam ser feitas, porque afinal com saltos a menina não deve passar do 1,60m e não... e assine aqui... ah nem ficou nada mal na foto... "há pouco esteve cá uma, que valha-me Deus menina era do mais estrábico que podia haver... nunca vi ninguém assim..." E eu quero lá saber da conversa senhora... eu quero é ir embora!!

Consigo perceber que de facto a minha última foto do cartão do cidadão era muito pior! E esta até nem está nada má e atesta a minha nova realidade... de miópe.

Saio banco, e trálálá que não deve ser nada de mais. Depósitos na Caixa automática são mais rápidos e infalíveis... até hoje.  Em que o depósito não é efetuado... a máquina CRASH! Pára. Bloqueia. Nem dinheirp, nem cartão, nem papelinho nem mensagem... E lá vai ela, para o balcão de atendimento com 20 pessoas à frente, um só funcionário... e 2 horas depois o sr funcionário lá me diz... talvez amanhã com sorte! Tenha o montante disponível!

Amanhã?!

Amanhã que seja um novo dia. E melhor de preferência, que sinto-me como se um camião tivesse passado por cima de mim!!




Hoje é noite de ... OLHAR AS ESTRELAS


E como eu gosto disso! :)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Amigos como os meus... são mais preciosos que o latão #1

O momento em que sucumbimos a uma gargalhada partilhada, que consegue fazer calar toda a sala.

i'm panicking!

Eu que sou cheia de teorias e bons pensamentos e morais aplicáveis a pessoas alheias a mim própria... estou a "panicar". Mas que raio é isto... estou a testar os limites da minha sanidade mental e cardíaca. Contudo, caso não dê notícias nas próximas 24h procurem por mim... posso, eventualmente, ter sucumbido à ansiedade e ao stress.

 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Porque hoje é pequenino o Zédi*



O ZéDi é dos "meus" há anos. Há mais anos do que gostamos de lembrar, ao celebrar os 26 anos de vida faz 20 que nos conhecemos.

É bom ter amigos, assim... com quem somos: cheios de mau feitio e com quem ser rezingão pela manhã não tem problema... com quem sabemos poder debater um assunto sem importância nenhuma, ou podemos questionar o destino do (nosso) mundo.

É bom ter alguém com quem partilhar tantas e tantas coisas, e sentir somos mesmo parecidos.... e no instante seguinte perceber que vamos estar de lados opostos da barricada e não vamos perceber o que nos uniu momentos antes. O ZéDi é inteligente, tem um sentido de humor suis generis que me desmonta com uma enorme facilidade... e que não me deixa continuar com o ar de má! Tem o dom de perceber como estão os outros à sua volta sem grandes palavras e maneirismos. É atento a cada palavra ou hesitação. Sabe como animar uma festa! E sabe que eu só gosto de um  gole de cerveja, logo nunca é necessário comprar uma para mim... :)

Já estivemos mais próximos e já fomos (algo) confidente... eu acho que a adolescência leva isto das confidência e do secretismo dos BFF's. Vamos dando importâncias diferentes, vamos crescendo e maturando, como o vinho Porto [até pareço uma apreciadora e entendida]. Vemos as pessoas na sua luz e na sua sombra... vemo-la por inteiro. E se é que é possível, gosto mais de ti, hoje do que há 20 anos atrás. Gosto de pensar, que eu, que tu e toda a grupeta, somos o que somos porque fizemos, fazemos e faremos parte do caminho uns dos outros!!

Por isso, PARABÉNS ZÉDI!!  Que os 26, que chegam no mesmo dia da Primavera, sejam dias cheios de sol e céu limpo!!


*[E pela primeira vez dei-lhe a chave daqui!]

Inverno das pessoas

Eu já disse mil e uma vezes que "sou das pessoas e do que elas fazem de mim". E eu acho do alto dos meus 25 anos que já sou muito "esperta" e precavida em relação a tudo o que me possam fazer... e de facto sou. Em algumas situações, porque continuo a ser surpreendida por cada pancada que não estava de todo à espera!

E são situações assim, vindas de pessoas que até pensava que seriam diferentes... mais parecidas comigo,mais próximas do que quero, com vidas diferentes, mas com imensos pontos de semelhança comigo. E pumba!!! Leva lá uma traulitada que bem mereces. Fica de queixo caído. Fica surpresa com a frieza, rudeza, imaturidade, falta de carácter... de quem se diz tão maturo e entendido em relações humanas!! Tumba!!

Isto há dias que são difíceis... e o de ontem foi um deles.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Amig@s

Há amizades que são de todos os dias... que são do café ao final da noite. Ou o passeio pela praia de manhã, bem cedinho.
Há amizades à distância q.b. que não sendo do contacto diário, são de sms, de partilhas... de sorrisos... de passeios e encontros quase mensais. De uma partilha longitudinal, de quem partilha a nacionalidade e não a regionalidade.

Depois há as outras... aquelas que se colam à pele e independentemente da latitude e longitude em que situam adquirem a necessidade de um contacto, do saber que está bem, do saber que é feliz... Isto acontece cada vez mais.
Acontece-me.
São cada vez mais aqueles que estão fora de portas, que estão longe da "amizade de todos os dias"e como diz a tradição popular "a necessidade aguça o engenho", por isso, há todo um novo uso das novas tecnologias, uma atenção aos movimentos que se passam noutro continente... e isso, não mata as saudades, não substituiu a presença, não permite a troca de olhares falantes... mas dá a noção de que mesmo longe importamos... de que mesmo longe estamos juntos... de que mesmo longe a amizade, este elo que apesar de não ser de sangue é tão ou mais forte, porque tem uma veia que nos liga directamente ao coração.

Que posso fazer?! Sou alimentada, por imensas "veias" de amizade ligada de coração a coração. É a vida da amizade!! Independentemente das distâncias a amizade, o amor resiste... e enforma-se de novas formas!
 

domingo, 9 de março de 2014

Dias que falta

Há dias em que sinto falta...

De ti. De ti. De ti.

Há dias em que penso no que aconteceu e penso que o erro foi meu e teu. Foi nosso.
Desencontramo-nos. 

Não sinto culpa, nem me persigo... simplesmente é uma chamada de atenção. As pessoas mesmo as que vivem no coração têm momentos em que se desencontram...

quarta-feira, 5 de março de 2014

A ver nos próximos dias

Quero tanto, tanto, tanto ver este filme!! Não sei bem porquê... mas há algo que me intriga neste Her - Uma história de Amor de Spike Jonzi...






segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ai se o desejo falasse... Ai se a vontade sobressaísse... Ai se os meus sonhos falassem. E se tudo isso se realiza-se... como eu dava pulos de alegria!!

I hope! I really hope!!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sonhos e vontades atravessadas

O coração está baralhado.
O coração, o sonho... Anda tudo atravessado.
Atravessaram-me quando ousei sonhar, quando ousei querer, quando ousei começar a lutar!

Agora à que ousar dar o primeiro passo.

Agora, é iniciar a marcha e logo se verá!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Ser de escrever



Gosto de escrever. Gosto de escrevinhar cada cantinho de folha. Gosto da forma como um conjunto de palavras se organiza. Gosto da sensação de construir algo que é uma parte de nós, de mim. Gosto da forma como, ainda que disfarçadamente há um pedaço da vida de quem escreve, naquela estória de heróis e dragões. Gosto de sentir a vida a pulsar por entre palavras. Gostos da prisão que as palavras provocam, gosto da forma como me sustêm lá no alto… ou de como me desarmam. Gosto da forma como são meigas, e de como na mesma maneira me ferem tão crua e friamente.
Gosto de ver as pessoas reveladas em palavras. Gosto da forma como se entregam, como se expõem aos olhos leitores. Da forma como sem qualquer pudor se mostram, sem aparatos nem adornos. Escrever para mim é isto. É ser para lá do que posso. É ter a capacidade de mergulhar na imaginação, no sonho. De mergulhar sendo outra pessoa!

Basicamente ser é o mote para escrever! Escrever é sinónimo de viver!