... nem vos digo, nem vos conto.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Ontem perguntaram-me se me lembrava de ti?
Claro que me lembro!
Lembro-me dos olhos. Lembro-me da tua altura, dos ombros largos.
Lembro do sorriso. E lembro da segurança de adormecer encostada a ti.
Lembro-me de gostar de ti.
Hoje acordei com o coração apertado.
Com a sensação de que alguma coisa não estava bem.
Mas não cedi, às minhas preocupações tantas e tantas vezes sem razão. E não disse nada a ninguém! Não liguei a ninguém, não preocupei ninguém!
Entro em casa. E não está cá ninguém.
Ela foi para o hospital. Outra embolia cerebral,muito provavelmente.
E eu só consigo pensar" não a leves! não a leves, já! não deixes que a levem!"
Eu sei que dela, enquanto " a nossa", pouco resta.
Mas não consigo pensar que ela amanhã, ou agora enquanto escrevo, pode estar a sair daqui!
Não suporto a ideia.
Eu sei que supostamente isso aí é melhor. É mais bonito. É mais brilhante. É o céu... Mas nem imaginas o nó que me dá no coração pensar que não a verei mais.
É egoísta. Sim. Talvez.
Mas não consigo.
Por isso, podias mexer nos teus pozinhos de pi-ri-lim-pim-pim e dar-lhe uma mãozinha.
Ela está a precisar!
quarta-feira, 27 de abril de 2011
E já faz tantos anos e arrepia
Abri agora um baú que deveria estar fechado e selado. Abri o meu baú de recordações. E vi-me com 18 anos, acabadinhos de fazer. Vi-me cheia de sonhos e inseguranças. Vi-me cheia de receios e de certezas.
Basicamente encontrei, nas minhas gavetas o meu diário que guarda o que senti e pensei nos primeiros dias na faculdade.
Não me lembrava do medo que tinha da praxe. E do quanto ao fim de 3 dias, o medo já era parte do passado. E de como tudo eram gargalhadas e momentos engraçados a contar.
Já não me lembrava que tinha pensado que era uma sorte levar mais 3 amigas comigo para o curso. E das 4, ao fim de uns dias éramos 3. E ficamos duas. Agora resto eu.
Não me lembrava da loucura que foi escrever SOCIOLOGIA na minha t-shirt de caloira, mas a capa do caderno está marcada por elas.
Não pensava que estes anos. CINCO anos! Passassem a correr. Não esperava rir tanto, com as pessoas que conheci. Não esperava chorar com eles. Não esperava sentir saudades de estar com eles.
Mas sinto.
Sinto que aquelas pessoas, por muito que não as veja, nem esteja com elas todos os dias partilham algo comigo. Partilhamos a unidade. Partilhamos histórias que todos lembramos.
Vá... Gosto deles. Gosto das pessoas que com eles conheci. Gosto das pessoas que me ensinaram a gostar de mim, pelo que sou. Pelas pessoas, que de tanto me obrigarem a dizer "Ri-me, Fodi-me!" me levaram a perder (algum) pudor de pronunciar qualquer tipo de alarvidade pela boca fora.
E com eles até aprendi a gostar de ser, aquele peixinho eléctrico do fundo do mar! Mas só, porque me disseram que me tratava da rainha dentre eles.
Arrrggg ... Como é que aos quase 23 anos alguém pode estar assim por umas fotografias... por umas frases tontas escritas num cadernito?! O que a busca de uns velhos bilhetes da queima fazem a uma pessoa...
Basicamente encontrei, nas minhas gavetas o meu diário que guarda o que senti e pensei nos primeiros dias na faculdade.
Não me lembrava do medo que tinha da praxe. E do quanto ao fim de 3 dias, o medo já era parte do passado. E de como tudo eram gargalhadas e momentos engraçados a contar.
Já não me lembrava que tinha pensado que era uma sorte levar mais 3 amigas comigo para o curso. E das 4, ao fim de uns dias éramos 3. E ficamos duas. Agora resto eu.
Não me lembrava da loucura que foi escrever SOCIOLOGIA na minha t-shirt de caloira, mas a capa do caderno está marcada por elas.
Não pensava que estes anos. CINCO anos! Passassem a correr. Não esperava rir tanto, com as pessoas que conheci. Não esperava chorar com eles. Não esperava sentir saudades de estar com eles.
Mas sinto.
Sinto que aquelas pessoas, por muito que não as veja, nem esteja com elas todos os dias partilham algo comigo. Partilhamos a unidade. Partilhamos histórias que todos lembramos.
Vá... Gosto deles. Gosto das pessoas que com eles conheci. Gosto das pessoas que me ensinaram a gostar de mim, pelo que sou. Pelas pessoas, que de tanto me obrigarem a dizer "Ri-me, Fodi-me!" me levaram a perder (algum) pudor de pronunciar qualquer tipo de alarvidade pela boca fora.
E com eles até aprendi a gostar de ser, aquele peixinho eléctrico do fundo do mar! Mas só, porque me disseram que me tratava da rainha dentre eles.
Arrrggg ... Como é que aos quase 23 anos alguém pode estar assim por umas fotografias... por umas frases tontas escritas num cadernito?! O que a busca de uns velhos bilhetes da queima fazem a uma pessoa...
terça-feira, 26 de abril de 2011
Tenho para mim, que às vezes a minha mãe tem uma certa razão!
"Tu até podes ser muito boa menina, mas és teimosa e orgulhosa quanto baste!"
[Ler em tom irritado e irónico]
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Reli e lembrei-me do quanto gostei de o ler quando o vi pela primeira vez
Balada do Amor através das Idades
Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, brigámos, morremos.
Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.
Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria de meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal-da-cruz
e rasgou o peito a punhal...
Me suicidei também.
Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira...
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.
Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount,
te abraço, beijo e casamos.
Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, brigámos, morremos.
Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.
Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria de meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal-da-cruz
e rasgou o peito a punhal...
Me suicidei também.
Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira...
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.
Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount,
te abraço, beijo e casamos.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Alguma Poesia'
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
A uma semana e qualquer coisa da Queima da Fitas
Tenho fitas que se acumulam em cima da secretária. Há azuis claras, amarelas, cor de tijolo, laranjas e verdes. Há aquelas que são fáceis. Há aquelas em que por muito que escreva, pouco têm de história. Pouco têm de vida. E depois há aquelas em que as palavras surgem em catadupa. Em que as memórias se atropelam com o presente. Em que o hoje, foi o ontem e espero sinceramente que seja amanhã. Isto não traduz o tempo a que nos conhecemos, mas representa o quão importantes são as pessoas são na nossa vida.
Felizmente dá para perceber que tenho algumas pessoas que são de valor. E felizmente tive o prazer de as conhecer!
agora mãos à obra e toca a escrever...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
De pontos finais e reticências é o meu mundo feito!
Eu não sou de pontos finais. Tenho dificuldades em usá-los, em encerrar frases e parágrafos. Em terminar histórias e memórias. Eu tenho dificuldades em ser definitiva, em usar caneta permanente na minha vida.
E este é um dos momentos. Preciso de tomar uma decisão e quanto mais penso sobre o assunto, quanto mais reflicto, a menos conclusões chego.
E desta vez, não dá para usar reticências e deixar tudo em aberto...
E este é um dos momentos. Preciso de tomar uma decisão e quanto mais penso sobre o assunto, quanto mais reflicto, a menos conclusões chego.
E desta vez, não dá para usar reticências e deixar tudo em aberto...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Dormir nem sempre é fácil
e eu preciso tanto de o fazer. Melhor, preciso de férias. De desligar-me do mundo por dias. De fugir daqui e recarregar baterias.*
*Isto deve-se à influência nefasta das malas da little sis' no quarto. Eu queria tanto enfiar-me na mala e amanhã acordar em Roma. E depois ter Milão e Turim a meus pés. Navegar pelos canais de Veneza. Ai... o bem que me fazia!
O que faz falta
É ter aquela pessoa, naquele momento. Aquele que te conhece de trás para a frente. Aquele a quem contas o que tiver de ser. Aquele a quem foste a única a ver chorar. Aquele que se lembra dos teus maus cortes de cabelo e que tem um foto tua no quarto. Aquele com quem discutes mais do que falas. Aquele com quem podes discutir tudo. Aquele com quem pouco ou nada partilhas ideologicamente.
Aquele que apesar de tudo, te conhece no meio das contradições. É por isso, que eu gosto dele.
É por isso que é meu amigo há tantos anos.
Danke ;-)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Realmente. Há vidas e vidas...
Há pessoas que com a minha idade são analfabetas. Que têm 4 filhos para criar, como diria a minha avó. Que trabalham mais de 40 horas por semana e que se vêem aflitos para conseguir sobreviver.
Eu quero ajudar, mas não me compete. E só isso que me dizem.
Mas assim não pode ser.
Há alturas em que me sinto mesmo pequenininha, quase insignificante. Mas como uma pequena ajuda faz a diferença, não se pode ficar de braços cruzados. Podem acusar-me de ser idealista, mas nunca de ficar de braços cruzados.
Eu quero ajudar, mas não me compete. E só isso que me dizem.
Mas assim não pode ser.
Há alturas em que me sinto mesmo pequenininha, quase insignificante. Mas como uma pequena ajuda faz a diferença, não se pode ficar de braços cruzados. Podem acusar-me de ser idealista, mas nunca de ficar de braços cruzados.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Carissímo(s) Anónimo(s)*
Não ambiciono ser uma blogger reputada. Não ambiciono ter milhares de leitores diários. Não pretendo sequer ter dezenas de seguidores. Gosto de escrever, simplesmente porque gosto e quero. E porque tenho direito a isso. Se não quer ler, se não gosta do que escrevo. Se a minha vida é um tédio para si, ou um passar de feira de vaidades e não gosta. Agradeço que deixe de passar aqui, ou se quiser continuar a passar; passe. Mas não me encha a caixa de e-mail com comentários desnecessários.
A gerência agradece!
* retificação feita a propósito do(s) visado(s) que se decidiram revelar. Pelo vistos, não é só um, e perderam a paciência com o meu erro. Sorry...
A gerência agradece!
* retificação feita a propósito do(s) visado(s) que se decidiram revelar. Pelo vistos, não é só um, e perderam a paciência com o meu erro. Sorry...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Só a mim
Eu devia ser proíbida de falar, em situações constrangedoras, como hoje. Para a próxima fecho a boca a cadeado e nem palavrinha saí, nem palavrinha entra! Juro... Isto de sorrisos na cara, palavras simpáticas ponta da língua, vão pôr fim à minha vida não tarda nada!
E sim ... quando andarem a "tocar a umas campainhas" nunca entrem em casa de ninguém! É realmente perigoso! OMG
E sim ... quando andarem a "tocar a umas campainhas" nunca entrem em casa de ninguém! É realmente perigoso! OMG
domingo, 3 de abril de 2011
Coisa que não entendo
Eu recuso-me a tecer qualquer comentário acerca de futebol neste blog.
Contudo apagar a luz, num estádio que se chama da Luz é algo insólito. No mínimo.
Contudo apagar a luz, num estádio que se chama da Luz é algo insólito. No mínimo.
Haja alegria
Não há nada melhor que um dia terminsr com a gargalhada dos nossos amigos... Não há nada que me deixe mais feliz, do que ser feliz com eles. Hoje recordamos histórias e confissões. Choros e alegrias. Os prineiros jantares, e as primeiras noites!
Lembramo-nos de como continua a fazer sentidosermos como somos. Sem precisarmos de complicar! Porque às vezes, o café no sítio de costume, pode sempre terminar numa noite memorável de pés no mar, de cabelos ao vento, enrolados numa manta!
Às vezes é mesmo fácil ser feliz!
Lembramo-nos de como continua a fazer sentidosermos como somos. Sem precisarmos de complicar! Porque às vezes, o café no sítio de costume, pode sempre terminar numa noite memorável de pés no mar, de cabelos ao vento, enrolados numa manta!
Às vezes é mesmo fácil ser feliz!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
"Oh Sarinha! Estás tão grande!"
Porque há pessoas que dê por onde der, nunca me chamaram outra coisa! E há aquelas pessoas para quem tendo eu a mesma altura há quase 10 anos, mais coisa menos coisa... Estou sempre em fase de crescimento!
Mas sabe bem... continuar a ser tratada como uma menina!
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