quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ontem perguntaram-me se me lembrava de ti? 

Claro que me lembro! 

Lembro-me dos olhos. Lembro-me da tua altura, dos ombros largos. 
Lembro do sorriso. E lembro da segurança de adormecer encostada a ti. 
Lembro-me de gostar de ti.

Hoje acordei com o coração apertado. 
Com a sensação de que alguma coisa não estava bem. 
Mas não cedi, às minhas preocupações tantas e tantas vezes sem razão. E não disse nada a ninguém! Não liguei a ninguém, não preocupei ninguém! 

Entro em casa. E não está cá ninguém. 
Ela foi para o hospital. Outra embolia cerebral,muito provavelmente. 
E eu só consigo pensar" não a leves! não a leves, já! não deixes que a levem!" 
Eu sei que dela, enquanto " a nossa", pouco resta. 
Mas não consigo pensar que ela amanhã, ou agora enquanto escrevo, pode estar a sair daqui!
Não suporto a ideia. 

Eu sei que supostamente isso aí é melhor. É mais bonito. É mais brilhante. É o céu... Mas nem imaginas o nó que me dá no coração pensar que não a verei mais. 
É egoísta. Sim. Talvez. 
Mas não consigo. 
Por isso, podias mexer nos teus pozinhos de pi-ri-lim-pim-pim e dar-lhe uma mãozinha. 
Ela está a precisar!

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