Estava aqui a pensar na realidade, que eu já não sou uma miuda! Já não posso ser a menina dos olhos das pessoas! Que eu já sou uma mulherzinha... Vá!! Porque mulher serei, se é que alguma vez o serei, daqui a muitos anos.... Eu tenho de deixar de culpar os outros, pelas minhas quedas, pelo que devia ter vivido e não vivi, pelas ilusões enclausuradas nos meus sonhos, pelo medo de cair, de tirar os pés do chão e de perder a cabeça... Pela sensação de felicidade extrema e depois, em breves segundos mergulhar na depressão profunda!
Neste exercício que estou a fazer, apercebi-me de uma coisa muito simples... Será que algum dia vivi? Tipo não o viver, de inspira e expira, do batimento cardiaco... Mas o viver de sangue que marca o meu ritmo, de nuvens de algodão-doce e de arranhões que são feridas de guerra. De uma guerra que não travei, mas que foi tão real nos meus sonhos?!
Sinto que, tudo o que vivi, nestas duas últimas e únicas décadas da minha existência não foram viver em pleno... podem ter sido sonhar a realidade, quanto muito!
Por isso, a agora que me aproximo a passos largos da entrada definitiva na "pseudo" vida adulta, pretendo deixar de ser a menina que vive num mundo em tons de rosa... e passar a ver e acima de tudo viver a vida, com todas as cores que o vento tem!
É isso que eu quero que os 21, muito brevemente me tragam...
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