quarta-feira, 22 de julho de 2009

Como pode terminar, quando nem começou?!


Sei que nunca tivemos nada! Provavelmente, nunca teremos nada! Mas hoje sinto que te perdi. Sinto que há um pedaço de mim, que secou, que perdeu alguma da alegria recuperada! Não! Eu não devo ter sido feita para grandes paixões, para grandes amores. Ou então todos eles, pequenos ou grandes amores terminam como as tragédias clássicas. Com choro, em prantos. Com a certeza de que morri. De que morreste comigo.

Não, isto não é para ti! Estas linhas onde lavo a alma são sobre mim, sobre a minha burrice extrema! Sobre a minha capacidade de acreditar. Da minha capacidade de amar, mesmo depois de tudo. Da minha estranha forma de pensar qe é desta vez. Que há alguém no mundo que é capaz de me amar, pelo que sou! Não pela minha parca beleza. Não pela boa conversa, não pelo ombro pronto, não pelo sorriso fácil, não pela eterna meninice, que trago, no rosto! Não! Não sou uma menina... que julga que ama. Eu sei o que quero. Quem quero. O que significas para mim. sei, que vi em ti... a saída talvez. Vi em ti a possibilidade de me libertar de um luto, em que estive mergulhada.

Não te posso culpar, por não ser "the one". Se calhar nunca seriamos o "the one" um do outro. Seriamos as pessoas erradas, um do outro, mas que podiam construir um momento certo! Estou perdida, por labirintos, de ond não sei se desta vez quererei sair. Quero ser capaz de acreditar que sim, mas não sei! Não sei mesmo!

Mas disto, estou certa! Obrigada não pelo amor que não tive, não pelas memórias que nunca puderam existir... mas por me teres feito voltar a sentir! Sentir que o meu coração ainda bate, mesmo depois de parte dele estar enterrado. Obrigada por me inundares de sentimentos... isso é o melhor, que pode acontecer quando te emerges das cinzas!



[Peço desculpa, a quem eventualmente possa passar por aqui. Sei que o texto está uma porcaria, mas não o escrevi para gostarem. Escrevi-o para mim. Porque precisava de falar comigo. Obrigada, por continuarem a passar por cá, mesmo quand isto fica assim, não cheio de sonhos cor-de-rosa, mas sim em tons de cinza carregado, como se a chuva pudesse passar por cá a qualquer momento!]

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