sábado, 1 de agosto de 2009

Por àguas calmas...

Estou aqui. Deitada, na cama de sempre. Ladeada pela delicadeza dos meus lençóis e almofadas. Aconchegada pelos olhares eternizados nas fotografias que espalho em todo o lado. Para me lembrar de que se já houve momentos tão felizes. E muitos haverá, certamente, no futuro reservados para mim.
Hoje sinto-me serena, equilibrada, mas mesmo assim não faço ideia do porquê, que está por detrás das minhas lágrimas. Elas caem-me gota a gota, pelo rosto, como se fossem o soro da verdade. Não as consigo parar. Nem sei se quero. Elas são eu a falar comigo. São o pequeno anjo e o pequeno demónio que andam comigo para toda a parte, a falarem.
Desta vez não dói! Chorar não dói, pelo contrário. Cura. Ou ajuda a curar.
Não estou ofegante. Não me sinto dorida com o mundo. Sinto-me estranhamente leve e bem. Sinto-me capaz de perceber que perdi, desta vez. Mas haverá uma batalha em que ganharei! É isso que me segredam ao ouvido as estrelas... E eu sei, que nelas posso confiar!

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