... que era muito provável não conseguir trabalhar no que me realiza.
Ninguém me vendeu esta realidade, onde lutamos por uma escolaridade e uma formação condignas e onde tentamos vencer e ser os melhores possíveis e depois nada. Venderam-me sim, uma ideia de que se fizesse o que me era devido, estudar, ter boas notas, ser empenhada e organizada, cumpridora e assídua, ser boa menina e aluna... O mundo retribuiria de uma forma quase miraculosa!
Mas não. Parece-me que algo se perdeu, na conjuntura e na estrutura desta sociedade, deste país. Trabalhar é um milagre, na minha idade. E fazer algo de que se goste, que satisfaça, então, tornasse objecto de pedidos, suplicas a todos os santinhos... E raramente acontece!
E tudo isto porque o contracto que assinamos, com letras impressas a aguarela, só previa a realização dos sonhos...
Irrita-me ver os meus amigos desanimados e tristes e desapontados... E enerva-me ainda mais pensar que daqui a nada estou também lá...
Lembrei-me agora de umas palavras do Abrunhosa, que dirigiu aos jovens, e que não repito porque são ordinarias....
ResponderEliminarPor acaso já falaste com os teus pais sobre como era antigamente....
O pessoal agora só quer Direitos, Direitos mil vezes e ao quadrado.Foda-se!
A realidade impoem-se sobre os sonhos que te venderam e que tu ingenuamente acreditaste.Portanto não te queixes e não te ponhas a jeito porque senão nada restará de ti senão um futuro que teimas em não ver.....
Mãos de Padeiro