quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

#30 letter to your (my) reflexion in the mirror


Às vezes amo-te, adoro-te e admiro-te. Outras vezes odeio-te do mais profundo do meu ser.
Sei quem és e o que fazes, mas depois há momentos, em que não te reconheço. Em que não vejo a força e a garra que julgas ter...

Admiro o teu jeito de preocupar, cuidar; a seriedade e a responsabilidade de todas as alturas. Mas também gosto das gargalhadas descontroladas no meio da rua, dos comentários despropositados e da tua ironia permanente. Gosto dos teus amigos, da tua família... Gosto de ti, pelo que és e não pelo que tens!

Mas depois há dias, em que a não és suficiente para nada, nem ninguém. Há dias em que todo o conjunto, que outrora admiraste, tornou-se sinal de fraqueza. Há dias em que a sensibilidade, os simples gestos não chegam. Ou então que os simples gestos ferem mais que a bomba atómica.
Há dias, alturas, momentos, em que não sei quem és. Há situações em que não te reconheço.

Mas olhando no mais profundo do teus olhos, que são os meus, percebo que lá, há mais imenso para descobrir, que tudo o que por aqui passa, os altos e os baixos. O mundo às cores, e o a preto e branco, são necessários, para que goste de ti, para que te admire. Para que te possa reconhecer em mim!

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