O meu P. é um querido. Uma pessoa cuja maior virtude que lhe atribuo, é o ser genuíno. O adaptar-se às circunstancias, como ninguém. O não perder a paciência, nem cair em diz-que diz desnecessários.
Para além disso, adoro como percebe que para lá do sorriso há uns olhos a dizer que há qualquer coisa que não está bem. Acredito na sua capacidade de ler nas entrelinhas, de perceber o que não foi dito. Coisinha, que para se lidar comigo é essencial.
Eu e ele partilhamos tanta coisa. as mesmas memórias de infâncias, as mesmas férias intermináveis de Verão, as horas de almoço, a minha mãe, que passou a ser "nossa". Os lanches, o sótão da minha avó. O ser meu afilhado.
O P. hoje faz anos e pronto e merece que eu fale nele.
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