quarta-feira, 25 de abril de 2012

Por hoje é só isto


Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade

Eu não posso senão ser
Desta terra em que nasci
Embora ao mundo pertença
E sempre a verdade vença
Qual será ser livre aqui
Não hei-de morrer sem saber

Trocaram tudo em maldade
É quase um crime viver.
Mas, embora esconda tudo
e me queiram cego e mudo,
Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Jorge de Sena  (1958)

Sem comentários:

Enviar um comentário