sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Não devia ter ouvido isto!!

Há coisas que ninguém deveria ser obrigado a ouvir. Mas eu fui!
Ao jantar com o grupo de amigos do costume, acompanhados pela sangria, e pelo cheiromuito apetecível do churrasco. Falavamos do futuro, do que este nos reserva.

Se ainda nos falariamos daqui a 10 anos.
Se trabalhariamos no que desejavamos.
Se teriamos filhos.
Seriamos casados.
Se manteriamos os valores que, hoje defendemos com unhas e dentes.
Se viveriamos como sonhamos.
Ou se os sonhos se manteriamam intocáveis daqui até lá.

Até aqui nada de mal. Mas subitamente, sendo nós, um grupo maioritariamente de gente solteira, fala-se em caras-metades. E surge, logo ali, um problema. Os solteiríssimos, como é o meu caso, deixaram-se [na sua maioria] levar pelo calor e pelo bom tempo e envolveram-se em romances, não muito acertados. Por isso falar de amor, com indivíduos com o coração em cacos, não é de todo apropriado. Muito menos tentar formar de entre eles casais.

Sim. Sim. A O. e o P. estiveram entusiasmadíssimos, a formar pseudo novos casais no grupo [sendo eles o único casal existente, entende-se] Pois bem, a mim juntaram-me ao D. Eu nem queria acreditar juntarem-me, ao D.?! Por favor! Tenham paciência! Eu sei que é uma brincadeira, mas mesmo assim, há limites!
Eu conheço o D. desde os 4 anos de idade. Ele infernizou-me a vida, durante os 4 anos de escola primária. Os 2 anos que se seguiram, quase me ignorou, porque não fomos obrigados a permanecer sentados na mesma secretária. Nos 3 anos seguintes, ele e as suas piadas tornaram a minha pré-adolescência bem maios suportável. Depois dos 15 tornou-se no meu confidente e meu animador pessoal. Até que agora volvidos 6 anos, me dizem que eu e ele nascemos para ficar juntos. Logo agora! Que apesar de nos adorarmos profundamente, [porque sim, custa a acreditar, mas eu adoro-o] deixamos de nos fechar nas trincheiras e discutímos como gente grande, sobre política, ciência, cultura, literatura, cinema... mesmo sobre temas que nenhum domina!

Vá lá O.! Esforça-te mais um bocadinho, na procura pelo meu principe encantado, porque o D. é meu amigo, quase meu irmão. Não posso ficar com ele. ;)
[Não fui só eu e o D. os visados, mas tal como nós ninguém mais gostou dos pares. Quer dizer, muito dificilmente alguém quereria namorar, com quem conhece, desde que andava de fralda, mesmo tendo em conta a fraca conjectura de mercado!]

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