quarta-feira, 11 de abril de 2012

as minhas pessoas, segundo Sara Pocket*

Quando era uma adolescente. Estar com os meus amigos o mais normal.
Estivéssemos em casa da avó, no sótão, ou sentados num muro qualquer. Irmos à piscina. Sentar na relva. Tirar fotos ridículas, quando estávamos sem sono.
Quando pensamos que o secundário nos iria separar. Quando temi perde-los por  seguir Humanidades. Por sonhar ser uma meninas de Letras e eles grandes cientistas.
Quando me tornei Sara Pocket.
Quando atirávamos sandálias para o telhado da escola.
Quando descobrimos os amores e desamores.
A isto chama-se ter 15 anos e vontade de viver cada dia, com a tanta sede, como se nenhum outro se seguisse.

Depois até aos 18.
Segue-se o tempo das "primeiras vezes".
Tudo ou quase tudo,é primeira vez. A primeira saída à noite. O primeiro namorado a sério. As primeiras "mentirinhas" para encobrir os amigos, ou a nós mesmos.
Os grupos de amigos cruzados.
A ideia de que somos "quase" adultos.
A ansiedade das médias. Do estudar, para entrar na faculdade. O medo dos exames nacionais. O calafrio da espera dos resultados. A procura do curso que nos satisfaça. As noites de estudo.
O café. Sim, a descoberta do café, foi fantástica!
As noites de estudo para os exames. As fotografias. O espaço e as gargalhadas que enchem as minhas recordações. As lágrimas da despedida dos professores. A candidatura à faculdade. O que escolher?! A confusão o que é caótico. O não entrar em Jornalismo, apesar de tudo. O ter chorado dia e noite por isso. O ter ido contrafeita para a faculdade.

Depois a faculdade.
Quando descobrimos que as noites não têm fim.
Que há muito mais que livros.
Que há um mundo à nossa espera.
As pessoas novas.
Os cheiros.
O planetário. A revista "Maria". A loucura do MIKADO.
As picardias "berradas" com os de sempre, pela "honra" da nossa casa.
Da ideia do UM e do seu desmoronar.
O andar com o sorriso na cara. E ser o ter o sorriso metálico estampado, com orgulho numa capa. O trajar e sentir um orgulho enorme. E ter dores nos pés. E chorar quando oiço fado académico. O arrepiar na espinha quando oiço o som dos sapatos a bater na calçada. O calor, o cansaço e a certeza de que sou feliz.
E sou tanto. E fui tanto.
As pessoas. As afinidades. As gargalhadas. As pontes e os cafés nas pontes. A correria e o stress dos trabalhos. As apresentações. O gostar e não gostar de mim e de ti. O aprender e saber tanto e cada dia mais.

 E agora, que tem tudo para ser o #the time of my life#, como garante o D. Há que perceber que o que se segue pode ser muito mais do que foi este pedacinho que está a passar. Este mix, entre o mestrado e o trabalho, entre a carne e o peixe, entre a minha tardia adolescência e a vida adulta que se seguirá. 

Agora, porque agora só me apetece agradecer a vós que me enchem de coisas boas e de situações que me fizeram crescer e ser quem sou. 

Obrigada minhas pessoas =)*


* Ou a lamechice que sinto pelas minhas pessoas


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