"Vivemos num país que durante muito tempo afunilou o desenvolvimento num só local (a capital) deixando tudo resto ao abandono. Esse é um facto do passado. Hoje o Estado já não tem o poder que teve e está muito mais nas mãos de cada cidade projectar-se competitivamente ao nível internacional. O Porto de hoje precisa de mais economia, de mais riqueza e energia, criatividade e sabedoria (por isso é tão importante potenciar ao máximo a Universidade). Precisa de redes, parcerias (como a aproximação à Galiza) e infra-estruturas (note-se a importância do metro e, principalmente, do moderno aeroporto, para o desenvolvimento turístico e económico da região). Porém, para tudo isso, precisa de gente e muitos tenho visto a emigrar (para Lisboa primeiro, para Madrid, Londres, Bruxelas ou Luanda depois). Resta saber se vão voltar (eu acho que muitos querem voltar)..."
E eu acho que cada vez mais nos esquecemos, que o sinónimo de desenvolvimento não é equipamentos e infraestruturas ou crescimento económico. Nada disso sem pessoas, sem gente que viva e trabalhe, que se envolva e participe.
E depois esta crónica trás o Porto como pano de fundo e torna tudo mais emocionante. E mexe com o íntimo da mobilização e participação e do tipo de desenvolvimento em que acredito, aquele que é feito pelas e para as pessoas. Aquelas que verdadeiramente importam nesta história toda!
Sem comentários:
Enviar um comentário