quarta-feira, 6 de abril de 2011

Realmente. Há vidas e vidas...

Há pessoas que com a minha idade são analfabetas. Que têm 4 filhos para criar, como diria a minha avó. Que trabalham mais de 40 horas por semana e que se vêem aflitos para conseguir sobreviver. 
Eu quero ajudar, mas não me compete. E só isso que me dizem.
Mas assim não pode ser.


Há alturas em que me sinto mesmo pequenininha, quase insignificante. Mas como uma pequena ajuda faz a diferença, não se pode ficar de braços cruzados. Podem acusar-me de ser idealista, mas nunca de ficar de braços cruzados. 

2 comentários:

  1. Se deres o primeiro passo, alguém acaba por te seguir =)

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  2. É verdade, minha querida. Eu tenho 22 anos e tive agora o meu terceiro filho (o Vítor). Não sou analfabeta, mas infelizmente tive de deixar a escola quando acabei a 4ª classe, porque a minha mãe faleceu e tive que começar a trabalhar para ajudar o meu pai (na sua mercearia). O pai do meu primeiro filho foi trabalhar para Inglaterra para nos ajudar e nunca mais tive notícias do pulha! Agora estou bem, graças a deus, com um marido maravilhoso (que consegue ajudar-me a cuidar das crianças, mesmo tendo outros 2 filhos do casamento anterior) e os meus três diabinhos.

    Não tenho dinheiro, é verdade, mas somos felizes. Nada substitui o sorriso dos meus pequeninos, sou uma mãe babada! E trabalho bastante, sim, mas lá na fábrica dão-me todo o apoio. Portanto, sou feliz.

    Continua a lutar por aquilo que acreditas, porque são pessoas como tu que fazem o mundo melhor. Adorei o teu blog e vou passar a ser uma leitora frequente.

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